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Casa 9 - Strategisch

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Casa 9 - Strategisch

Mensagem  Administração em Ter Jun 12, 2012 3:16 pm

Tudo na casa parece ser tremendamente calculado. A localização, o tamanho, o material usado na construção, o que envolve a casa e os lugares dos móveis e cômodos do lado de dentro. Possui cinco quartos com espaço para quatro garotas cada um, uma sala e uma simples cozinha.
A casa Strategisch é a casa das estratégicas.

Habitantes da Casa: Alma Ísis Bellefleur, Fairy Goldstein, Faye Connor


Última edição por Administração em Dom Set 07, 2014 2:47 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Casa 9 - Strategisch

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Dom Out 28, 2012 12:58 am


Alma Ísis Bellefleur & Strategisch

Alma mantinha seus olhos fechados firmemente, tentando dormir, mas não conseguia. O sono não lhe vinha, assim como ultimamente não sentia fome. Ao abraçar o próprio corpo, sentiu as costelas começando a aparecer. As alucinações agora também vinham com bastante frequência, de modos cada vez mais confusos. E cada vez mais ela gritaria gritar para que aquilo parasse, mas não podia. Ninguém estaria ouvindo. E ninguém jamais poderia impedir aquilo. Sentia-se definhando lentamente, mas o que poderia fazer? Naquele momento, ela precisava limpar a mente. Ainda não era hora de dormir, portanto ela era a única por ali. Levantou-se e foi até a janela, observando a paisagem. Queria entender porque tudo parecia tão escuro às cinco e meia da tarde. E então entendeu. Estava vindo. Não, não, não... Murmurou em desespero, colocando as mãos nos ouvidos e fechando os olhos com força, mas era tarde demais. Estava começando. Abriu os olhos, encarando a bela paisagem à sua frente. Não esperava por aquilo. Esperava dor, não tranquilidade. Olhou em volta, vendo os pássaros voando por entre as árvores, as borboletas e abelhas próximas às flores e a vegetação verdejante. Alguns animais brincavam por ali. Viu um esquilo em uma árvore, e instantaneamente sorriu. E então ouviu uma voz. Venha, Alma. E ela virou-se para contemplar sua mãe, sentada próxima de uma toalha estendida no chão e de uma cesta de piquenique. A pergunta apareceu em sua mente. Você não deveria estar morta? Mas aquilo estava apenas em sua cabeça. Não havia porque manter a guarda alta. Você ainda gosta de torta de maçã, certo? Alma assentiu. Era sua preferida quando você era criança. Lembra-se disso? A mãe cortou um pedaço da torta e entregou à filha. Estava ótima. Mas ainda assim, várias perguntas rondavam sua cabeça, principalmente porque jamais imaginara estar daquele jeito. Ela parecia bem mais jovem do que Alma se lembrava. Devia ter cerca de vinte e cinco anos apenas, e ela apenas sabia pois vira em uma foto. Por que... Por que você está aqui? Perguntou, hesitante. A mulher colocou o prato de torta no chão. Você não me quer aqui, filha? Disse ela, mas não em tom de indignação ou mesmo tristeza. Apenas uma interrogação. Alma sacudiu a cabeça e baixou o olhar. Não é isso, é que... Eu não deveria estar falando com você. A mulher apenas acariciou os cabelos da filha. Eu sei. Mas está tudo em sua cabeça. Você só precisa se acostumar com a escuridão. Alma franziu as sobrancelhas, confusa, sem tirar os olhos do prato. Mas hoje está um belo dia! Havia algo estranho, no entanto. Ela podia sentir. E somente percebeu o que quando ouviu as próximas palavras da mãe. Olhe outra vez, querida. E ela finalmente levantou o olhar, deparando-se com a mãe logo a sua frente. Parte de seu corpo estava queimando, e ela podia ver ossos, sangue e carne à mostra, além dos vermes saindo de um buraco aberto no coração dela. E no lugar dos olhos, haviam botões. Uma paisagem diferente a rodeava. As árvores estavam secas e os galhos não tinham forças. Ela apenas podia ver animais mortos, os esqueletos deles. As poucas flores tinham um aspecto sombrio. Ela olhou para o prato em suas mãos. Havia um rato nele. Com um grito, ela jogou-o longe e começou a correr. Não sabia para onde, mas corria. Ouvia a risada mórbida da mãe atrás dela. As árvores mexiam seus galhos para pegá-la. Ela gritava a plenos pulmões, pois isso era tudo o que podia fazer. Mas ninguém ouviria. Ela sabia disso. Não haveria ninguém em um lugar como aquele. E então, trombou com alguém e caiu no chão. Eu preciso de ajuda! Ela está vindo atrás de mim! Disse, e levantou os olhos. A cena a fez berrar outra vez. Seu pai estava em frente a ela. Mas seu corpo estava todo cortado, e fora remendado com linhas, como um boneco, de modo frouxo, e o sangue escapava. Havia fogo nele também. No lugar de dedos, haviam garras afiadas, e nos seus olhos, assim como nos da mãe, haviam botões. Não se preocupe, querida. E ela levantou-se e saiu correndo outra vez. Dessa vez, não parou de correr e gritar até ver uma terceira figura: a tia, com olhos de botão e o corpo cheio de cortes abertos, cheios de sangue, carne viva e vermes. E ela estava vindo até Alma. Ela girou nos calcanhares e começou a correr em outra direção, sentindo as garras das árvores tentando pará-la, mas ela não podia parar! A floresta a queria ali para sempre, mas não a teria. E então, sentiu alguém segurando seu braço, e com um grito, virou um soco no rosto do rapaz. Ele não tinha olhos de botão. Ai, por que fez isso? Eu estou aqui para tentar ajudar, Alma! Ela ficou automaticamente na defensiva. Ele tinha cabelos negros, olhos azuis, e pele pálida. Por quê? Ele revirou os olhos. É sua mente. Você me criou. Ela pensou por um tempo. Haviam muitas coisas que ela queria e precisava saber. Porque os botões nos olhos? Perguntou. Eles não tem espírito. Os olhos são a janela da alma, certo? Então eles arrancaram a alma pela janela, e tiraram a janela também para ele não ter como voltar. Os botões tapam o buraco. Ela engoliu em seco, vendo um figura ruiva atrás do garoto. Cuidado! Gritou, olhando para a semideusa. Seus olhos eram de botões, seus cabelos estavam curtos e todos ferimentos feitos por Alma estavam abertos e sangrando. Ela voava e, por onde ela passava, haviam raios. Os dois tentaram fugir dela, mas os pais e a tia de Alma os estavam cercando. Como saímos daqui?! Gritou ela, em desespero. Acorde! Respondeu ele. Como?! Mas a semideusa ruiva o pegara, jogando raios nele. O pai começara a arranhá-lo com suas garras. A tia pegou uma faca e ajudou a mutilá-lo. E a mãe pegou um botão e linha para se preparar para tirar a alma dele. Os gritos eram altos e desesperadores, e ela sabia que parariam quando ela acordasse. Mas como acordar? Sem pensar, ela fechou os olhos com força e gritou o mais alto que pôde. E então, de algum modo, quando os abriu estava de volta ao chão do quarto, ainda aterrorizada. Ela sentou-se e abraçou as próprias pernas, e começou a chorar como um bebê.

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Alma Ísis Bellefleur
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