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Mensagem  Administração em Ter Jun 12, 2012 4:09 pm

A entrada da Mansão Central parece até mesmo levemente acolhedora. Um pequeno sofá realmente antigo de três lugares, duas poltronas igualmente antigas paralelas uma à outra uma pequena mesa de madeira no mesmo estilo dos outros móveis. Porém, o que dá o ar de seriedade à mansão é o painel com a lista de regras do local, o que deixa bem clara a mensagem: "Há um ponto de descanso, mas não somos frouxos no relaxamento e nas punições dos erros."

É proibido um(a) Caçador(a), especialmente um(a) Aprendiz faltarem à seus treinos. Com o total de cinco faltas, haverão punições.
Um Aprendiz só poderá ser instruído por um Caçador de sua casa com no mínimo dois anos nesta condição e entre votação e decisão do líder da Casa.
Os líderes das Casas são escolhidos por eleições trimestrais dentre os próprios membros da Casa. Os nomes dos candidatos deverão ser apresentados aos Caçadores-Chefes da Sede e logo depois de duas semanas de eleição, os candidatos eleitos serão anunciados na Praça Central onde todos deverão estar presentes, sem exceção, a menos que estejam em graves casos de ferimentos.
Apenas os descendentes de sangue dos Caçadores-Chefes deverão habitar a Mansão Central, e outros apenas entrarão se forem eleitos Caçadores-Chefes.
Relações sexuais hetero, homo ou bissexuais são proibidas entre os Caçadores e Aprendizes em treinamento. Qualquer um que for pego ou denunciado será devidamente punido.
Uma vez escolhido para uma Casa, não deverão haver reclamações. Problemas pessoais são pessoais e de apenas sua conta. Não há mudanças entre Casas, jamais.
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Re: Varanda

Mensagem  Jack Brown em Ter Jul 10, 2012 1:44 pm

E então estávamos ali. A grande mansão, onde imaginei ficarem os líderes e mais poderosos. Assim que pisamos na varanda, não pude me conter a ler o quadro de regras na parede. Eu estava certo, ali estavam os chamados de Caçadores-Chefes e os seus descendentes. Não sei porque, comecei a imaginar Jodelle e seu namorado no futuro, vivendo na Casa Grande, agora só habitada pelos diretores do acampamento e por seus futuros filhos. Rapidamente afastei a imagem da mente e voltei à realidade em que estava. São bem rigorosos. Comentei em sussurro para Sophie. Olhei então para trás, nos céus acima, onde localizei os pégasos de Michael e Laís sobrevoando o local. Respirei fundo. Olhei para a maçaneta da porta. Vamos logo.
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Re: Varanda

Mensagem  Michael Fisher em Ter Jul 10, 2012 3:00 pm

Michael Fisher, son of Chaos, level 01


    Rapidamente, eu e Laís já estávamos em cima dos pegásos. Não trocamos alguma palavra, apenas assentimos sobre o que vamos fazer. Voamos alguns metros acima da mansão, um pouco antes de Jack e Sophie se dirigirem para lá, com o objetivo de ver se o local estava limpo. De cima, assistimos os dois se aproximarem, e empunhamos os arcos para ficarmos preparados. Respiro fundo, já fazia um tempo que não usava. Por um momento, me rebaixo por não ter treinado um pouco mais antes de vir para cá. De relance, olho para Laís e vejo que ela me observa. Faço com que ela volte o olhar para os dois, mas, antes, meus lábios se mexe formando uma palavra: Pronta? Então ela confirma com a cabeça. Algo me diz que a noite ainda será muito longa.

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Re: Varanda

Mensagem  Sophie Blanc Campbell em Ter Jul 10, 2012 4:59 pm


Sophie Blanc Campbell thingsmaychange Afrodite thingsmaychange Nível 07
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Olho de canto para Jack, vendo sua tensão. Em minhas mãos, seguro uma espada que Bianca escolheu pra mim. Respiro fundo e deslizo a mão para a maçaneta, girando-a e empurrando a porta. Felizmente, não havia ninguém. Mesmo assim, puxei Jack correndo e fechei a porta cuidadosamente para não fazer barulho. Coloquei o dedo entre os lábios, como se dissesse Shh, mas não cheguei a emitir som algum, por medo de que mesmo isso fosse ouvido. Fui andando com passos rápidos e silenciosos pelos corredores, sem fazer a menor ideia de para onde ir. Às vezes eu seguia Jack, às vezes ele me seguia. Teve um momento em que ouvimos passos, e estávamos em um corredor vazio, sem esconderijos; corremos por um longo espaço de tempo, o que me fez suar, e já começava a ficar irritada com isso. Assim que chegamos em um local com móveis, cada um deslizou para um lugar. Peguei um objeto em cima da mesa ao meu lado e o fiz deslizar rumo à um pequeno degrau. Ele caiu, e como era de vidro, se quebrou. Eles correram para verificar, e eu chamei a atenção de Jack para que ele fosse até um deles, e eu daria um jeito no outro. Ao mesmo tempo, nós fomos até eles com algo nas mãos, no meu caso um vaso de vidro, e batemos nas nucas deles, fazendo-os cair.
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Re: Varanda

Mensagem  Laís Massoglia em Ter Jul 10, 2012 5:21 pm


She's trouble in a tank top, pretty little time bomb, blowing up, take you down, living in the radio, lost in the stereo sound.



Estar montada em um pégaso era particularmente angustiante para mim, apesar de que no começo da missão não havia me causado nada do tipo, apenas um enjoo instantâneo, mas afinal, o meu humor escuro tinha feito eu me esquecer de que estava há metros do chão. Olhei para baixo, mas logo mudo de ideia, pegando um dos arcos, - agora eu tinha três -, e decido usar primeiro o que roubamos no arsenal. Flechas simples, sem explosões, sem sons muito altos. Segurei o arco na direção do chão, agora o encarando e tentando esquecer o medo, então para amenizá-lo um pouco, olho para Michael. Me encarado naquele jeito quando estava me dando o arco não me agradou, como toda essa situação não estava nada me agradando, mas era por uma causa nobre, eu acho. “Pronta?”, vi seus lábios formarem esta palavra e apenas assenti para ele, olhando para todos os cantos do céu escuro. Comecei a passar as mãos nos lábios, utilizando meu poder, pressionando o dedo indicador cada vez mais no machucado fazendo com que a ferida diminuía, fazendo seu aspecto de cicatriz horrenda recém-nascida suma de uma vez por todas, se tornando um pequeno, mas chamativo, arranhão no lábio. Me diga, - comecei a falar séria, mas não olhando diretamente para ele -, está aqui comigo porque é bom mesmo com o arco e flecha? Eu não precisava perguntar. Eu já sabia a resposta.



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Re: Varanda

Mensagem  Jack Brown em Ter Jul 10, 2012 6:24 pm

A entrada na mansão fora algo mais do que... tenso. Primeiro não achávamos nada, e mal respirávamos para não fazer nenhum som que chamasse a atenção de qualquer um. E quando ouvimos passos, estávamos em um local sem jeito de se esconder, o que nos obrigou a correr até um cômodo. Pegamos então objetos e quando vi o que Sophie fez, logo me posicionei na porta, aguardando que entrassem. E então, tudo na nuca deles. O problema era que o de Sophie era um vaso, fazendo ainda mais barulho. E foi bem quando ouvi passos no andar de cima. O que está acontecendo aí embaixo? Merda. Merda. Completa merda. E a escada estava bem de frente para a porta de onde estávamos. Em um ato de inconsciência, eu apenas fechei a porta e corri até os corpos dos Caçadores que pareciam desacordados. Olhei em volta, até que encontrei uma porta ao lado da entrada do cômodo que parecia dar em um armário. Arrastei os corpos até lá dentro e os ajeitei. Logo correndo até Sophie. Peguei-a pelo braço e nos enfiamos no armário, fechando a porta bem quando a da entrada foi aberta. Por algumas frestas da porta, eu podia ver uma mulher lá dentro, usando um coque e um robe, obviamente já estando preparada para dormir quando fizemos nossos shows sonoros com objetos frágeis. Depois de um tempo, ela deu de ombros e foi embora, e fomos saindo silenciosos logo atrás. Quando ela subia as escadas, poderia em certo ângulo nos ver, portanto abri a porta à minha esquerda, entramos lá e fechei a porta... Mas a luz estava acesa... E havia uma pessoa lá dentro...
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Re: Varanda

Mensagem  Jace Salvatore em Ter Jul 10, 2012 7:01 pm


"I prepare for the noble war. I'm calm, I know the secret. I know what's coming and I know no one can stop me, including myself."


Eu ainda não havia entrado no meu quarto, tinha vindo até a mansão para falar com meu tio, mas ele não estava aqui, como nunca estava. Eu não ligava para isso, mesmo. Ele não estar presente e coisa e tal, afinal, ele era o Caçador mais importante daqui, era o chefe de todos. Mas de mim, com certeza, ele não era. E nós tínhamos um trato, e ele teria que cumpri-lo de qualquer maneira, se não, ele já sabe as consequências. Ainda estava na mansão, andando para lá e para cá, mais admirando o local e irritando os mais velhos, esperando eles se irritarem mesmo e me deram um pé na bunda até eu decidir ir pra casa. “O que está acontecendo aí embaixo?”, ouvi um dos caçadores resmungarem. Vai lá e vê. – respondi dando de ombros e indo até um dos quartos da mansão. Não era exatamente um quarto, mas parecia, com diversos livros distribuídos em todos os cantos das prateleiras. Não olhei nenhum, apenas olhei para minha bainha com sete facas venenosas e a metralhadora que portava para todo lugar que andava, deve ser por isso que todos tentavam não me irritar ao máximo. Me sentei na cadeira e fiquei “brincando” com a metralhadora, apontando para vários cantos, fingindo apertar o gatilho. Então, eu ouvi a porta se fechar. Franzi o cenho. Tio Jonathan. Como sempre atrasado. – disse irônico, então virei minha cadeira e olhei para frente. Não meu tio. Muito menos Caçadores, porque nunca os vi na minha vida antes, e eu conhecia todos daqui. Antes de o menino e a menina pudessem sair ou fazer qualquer coisa, levantei a metralhadora na direção deles, ameaçando apertar o gatilho. Quem diabos são vocês? – perguntei, me aproximando com a metralhadora em destaque. – O que estão fazendo aqui? Hein? Retirei três facas da minha bainha e continuei encarando eles.

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Re: Varanda

Mensagem  Sophie Blanc Campbell em Ter Jul 10, 2012 7:26 pm


Sophie Blanc Campbell thingsmaychange Afrodite thingsmaychange Nível 07
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Uma metralhadora está apontada para mim. Ótimo. Não tenho tempo de inventar uma desculpa e me fazer de vítima, então apenas tento persuadi-lo a acreditar que eu deveria estar ali. Nós somos novos por aqui. Chegamos hoje. Não nos explicaram direito para onde ir e o que fazer, então fomos andando e acabamos por parar aqui. Ainda não o convenci. Posso ver em seus olhos, e também em sua metralhadora, já pronta para atirar. Eu preciso de uma distração. Laís e Michael provavelmente não sabem que estamos em má situação, então não estão preparados para nos ajudar. Sinto em meu pé algo que não posso identificar, mas é sólido. Pode nos ajudar? Digo, e chuto discretamente, mas com força o suficiente para fazer um barulho. O garoto se vira para olhar, e eu pego a mão de Jack, subitamente vendo algumas chaves com a inscrição "prisão" e pegando-as, abro a porta e saio correndo. Não que o Caçador não tenha ido atrás de nós. Mas precisávamos dar algum sinal para os dois lá fora e continuar correndo, nos mantendo vivos.
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Re: Varanda

Mensagem  Michael Fisher em Ter Jul 10, 2012 7:46 pm



    Olhei para Laís, assim que falou aquilo. Franzi o cenho, abrindo a boca de leve para protestar, mas ela continuou com o olhar penetrante. Claro que não. Eu sei atirar com o arco. Bem, talvez nem tanto quanto você, mas era o que achei mais útil que pudesse fazer. Estou em uma missão, e nossos assuntos podem ser tratados depois. Não faria isso bem agora, quando deveria me concentrar nisso aqui, como você está claramente fazendo. Respondi, cada palavra lentamente. Vi que ela havia ficado irritada com esse último comentário. Por alguma razão, eu estava mais irritado do que o normal. Talvez pelo fato que os dois já estejam lá dentro e eu acabara de ouvir um barulho estranho, mas não podíamos fazer nada, não no momento. Ou então por causa do meu pai, ou pelas informações recentes que obtivemos, principalmente as relacionadas com Elizabeth, ou até pela maneira estranha que Laís havia se comportado comigo. Eu havia tentado ajudá-la, mas, mais uma vez, saímos irritados um com o outro. Tinha horas que eu não a entendia, mesmo. Enfim, vamos nos concentrar nisso. Falei, por fim, e, no mesmo momento que digo isso, Sophie e Jack passaram correndo pela porta da frente. Pela expressão que tinha, já estavam correndo há algum tempo, e logo depois uma outra saí da Mansão, a nossa vista. É um garoto, mais ou menos da nossa idade, mas com a diferença que carrega uma metralhadora e algumas facas. Mesmo que isso denuncie nossa posição, avancei com o pégaso, preparando o arco, porque ele está prestes a atirar nos dois. Uma das minhas flechas atravessa seu braço direito, que segura a arma, fazendo com que ele a largue, surpreso. A outra atravessa sua perna, fazendo com que caia no chão. Com o canto do olho, posso ver Laís se juntando a mim, preparando seu arco. Mais uma olhada ao redor e percebo que Jack e Sophie estão a caminho da prisão, então, provavelmente estão com as chaves. Ótimo, agora é apenas impedir que os caçadores os alcance. O grito do garoto provavelmente deve ter chamado alguma atenção, e agora isso poderia ser um problema.


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Re: Varanda

Mensagem  Laís Massoglia em Ter Jul 10, 2012 8:17 pm


She's trouble in a tank top, pretty little time bomb, blowing up, take you down, living in the radio, lost in the stereo sound.



Franzi o cenho para ele ao ouvir o que dizia, como se eu não tivesse dando a mínima para a missão, como se não estivesse prestando para nada aqui. Revirei os olhos. Dane-se você. – disse e pude sentir o olhar dele sobre mim, mas havia algo muito mais importante acontecendo lá embaixo. Coloquei minha cabeça em direção ao chão, dando novamente o enjoo preocupante na barriga, avistando logo abaixo Jack e Sophie. Mas não era somente ele, tinha mais um menino, não conseguia ver direito o rosto pela altura, mas podia ver que tinha uma metralhadora e isso em si já era preocupante demais. Controlando o pégaso, vou indo para baixo, para ter uma mira mais confiante e certeira no garoto. Agora eu podia vê-lo melhor, mas uma dor me atingiu, incrivelmente forte, fazendo meu corpo todo se contorcer e as palavras começaram a arder mais do que nunca. Era como se eu quisesse quebrar meus próprios ossos, então de repente parei o acesso e desci do pégaso, cambaleando no chão. Olhei para o garoto e mire o arco bem em sua cabeça. Ele olhou para mim, com a mão no braço ensanguentado, quase como se implorasse para eu não atirar. Posicionei o arco mais uma vez. Atira, atira, atira, pensava, anda, vai, vai. Meus dedos se moviam, mas eu não conseguia controlá-los. Então o garoto gritou chamando os outros caçadores. Merda! – exclamei. E correndo em direção ao Caçador, o empurrei com o pé e o deixei caído no chão, ficando em frente dele, chamando o pégaso para ir em minha direção e subi em cima nele. Agora era esperar os outros e seja lá o que aconteceu comigo com aquele Caçador, não irá acontecer de novo. Os Caçadores já estavam surgindo. Agora dane-se, irei usar as explosivas.



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Re: Varanda

Mensagem  Michael Fisher em Ter Jul 10, 2012 8:56 pm



    Ignorei o que ela disse, concentrando-me no garoto. Por algum motivo, Laís apontava o arco para o garoto, mas não conseguia se mexer. Vamos, Laís, mate-o! Mas ela não fez absolutamente nada, então o garoto gritou chamando os outros Caçadores. Droga, droga! Então percebi que Laís estava com uma expressão quase como se tivesse sentido alguma dor passar pelos eu corpo. O que diabos está acontecendo com ela? Resisto a tentação de ir ajudá-la, mas aparentemente ela já está em pé acima do seu pegáso. Volto a atirar no garoto, fincando seu outro braço contra o chão, para que não busque por alguma de suas armas. É então que o restante dos Caçadores aparece. Começo a atirar, acertando alguns direto no peito, mas outros são mais espertos, e há cada vez mais deles. Algum consegue atirar alguma coisa no meu pégaso, que começa a voar assustado. Devido a esse problema, acabo errando alguns tiros, com medo de acertar Laís ou simplesmente por não estar tendo a concentração necessária. Tento usar algumas das minhas ondas de poder, e elas atravessam o corpo dos Caçadores, deixando-os mais lentos e fazendo sentir dores. Mas logo eu também já as sentia, um efeito colateral que eu ainda não aprendera a controlar. É quando uma das balas deles me atinge, bem no ombro, e solto um grito de imediato. Outra bala acerta o pégaso mais uma vez, e sou obrigado a não voar tão alto. Concentrado naquela batalha, não consigo ver como Laís está indo, mas espero que nada tenha lhe acontecido. Mesmo sangrando, consigo formular uma ideia. Preciso chegar naquele garoto.


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Re: Varanda

Mensagem  Jace Salvatore em Ter Jul 10, 2012 9:18 pm


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Os garotos haviam consigo escapar e a primeira coisa que fiz foi correr atrás deles, com a metralhado posta para atirá-los primeiro em seus pés para caírem e depois, o resto era simplesmente torturá-los. Mas havia mais deles lá fora, havia uma menina e um menino em cima de pégasos e, imediatamente, aponto a arma para eles, mas o garoto veio em minha direção e antes que pudesse ter qualquer reação, sinto algo entrando em minha carne bem no braço no qual seguro a metralhadora. Surpreso pela dor e pelo choque, deixo cair a arma, e a outra na perna, fazendo-me cair no chão. Começo a resmungar por isso, até ver a garota descendo. Ótimo, pensei, agora eu irei mesmo morrer. Mas eu conhecia aquela garota e sabia que ela também, no fundo, bem oculto, sabia quem eu era, pois havia arregalado os olhos quando me viu. Ela apontava a flecha para minha cabeça, mas não conseguia acertar, como eu queria. Isso, isso mesmo... Sorri para ela e para o garoto, mas ele não podia me ver agora. SEMIDEUSES! SEMIDEUSES INTRUSOS! INTRUSOS! ATAQUE! ATAQUE! – comecei a gritar com toda a força possível. – SEMIDEUSES AQUI! ESTÃO ARMADOS! ARMADOS! E como esperado, eles me ouviram e controlando a dor, me juntei à eles, recuperando minha metralhadora no chão.

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Re: Varanda

Mensagem  Laís Massoglia em Ter Jul 10, 2012 9:28 pm


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As flechas explosivas realmente tinham um som estrondoso até mesmo para meus ouvidos, fazendo alguns Caçadores recuarem por medo de irem pelos ares igual aos seus companheiros, muitos estavam sendo atingidos e isso era bom. Realmente bom, pois meus dedos não falhavam mais. Não paro de atirar, como se fosse uma criança viciada no video game incapaz de fazer qualquer outro movimento que não seja no controle, até ouvir um grito que fazer todo meu corpo estremecer. Franzi o cenho confusa e viro para o lado, vendo que Michael está sangrando. Arfei e sabia que estava ficando pálida, mas antes que pudesse fazer qualquer outra coisa, como mandar meu pégaso atrás dele, diversas balas vão na minha direção. Por sorte, consegui desviar a tempo, e com isso não posso mais ir até ele, o que me resta é atirar e atirar cada vez mais nesses desgraçados. O que eu não esperava era ser atingida na perna, mas era raspão, portanto ainda conseguia batalhar, apesar de trincar os dentes tão forte e ter acidentalmente mordido a língua com veemência sentindo o sangue em minha boca novamente.



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Re: Varanda

Mensagem  Michael Fisher em Qua Jul 11, 2012 12:11 am



Tentei ignorar o ferimento no ombro. O número de caçadores aumentava cada vez mais, e não adiantava ficar parado lamentando por um machucado. O único problema era que o meu pégaso também estava ferido. Continuei atirando flechas, atrasando-os com as minhas ondas de energia, mas ficava cada vez mais exaustos. E eles estavam com armas de fogo. Vi Laís sacar seu revólver, mas controlar um pégaso, usar o arco e o revólver ao mesmo tempo é uma coisa difícil. Então, uma bala atraiu minha atenção, passando de raspão em sua pele. Ela está indo em direção aos Caçadores. Laís, não dá. Eles são muitos. Temos que sair daqui! Grito, mas ela continua avançando, matando aqui e ali. Voo até ela, conjurando pedras grandes que começam a cair nos Caçadores. Laís, precisamos voltar, agora! Ordeno, mais uma vez. Então, acontece. Ela desvia de algumas balas, atirando no caçador responsável, quando o caçador de antes pega sua metralhadora, e atira nela, a bala passando bem próximo de seu coração. Tudo parece acontecer lentamente. Ela arqueja, e olha para o peito, como se ainda não entendesse o que aconteceu, e então começa a cair do pégaso. Vejo que o Caçador quer continuar com os tiros, mas atiro uma flecha. Na hora, estava preocupado demais com Laís que não acertei seu coração, mas sim sua barriga. Ótimo, pelo menos diversos caçadores foram ajudá-lo. Ele parece importante, mas a flecha não irá matá-lo. Mando o pégaso ir na direção dela, desviando no máximo das armas, mas já recebi vários tiros e flechadas. Estou coberto de ferimentos, mas o que importa agora é Laís, quase caindo do pégaso. Chego até ela, fazendo com que suba no meu animal, e a seguro. Droga, Laís, droga... Murmuro para mim mesmo, o sangue dela sujando minha blusa. Você vai ficar bem, você vai. Você tem que ficar. Penso para mim mesmo. É como se tudo se repetisse. Minha mãe sendo morta na minha frente, mas não chego a tempo de ajudá-la. Agora, posso mudar isso. O pégaso dela segue atrás de mim, ajudando a formar uma barreira entre os Caçadores, enquanto avançamos para a prisão. Os outros terão de sair daqui agora, ou não sairemos com vida. O único problema é que Laís precisa de cuidados, exatamente agora. Ei, - olho para ela - fique comigo, okay? Ela concorda com a cabeça. Não posso perdê-la.


    Sometimes love is not enough and the road gets tough, I don't know why... Keep making me laugh
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    Re: Varanda

    Mensagem  Jace Salvatore em Qua Jul 11, 2012 2:12 pm


    "I prepare for the noble war. I'm calm, I know the secret. I know what's coming and I know no one can stop me, including myself."


    Me juntando aos Caçadores, agora sabia que tinha mais chance, porque, mesmo com suas habilidades inúteis dos semideuses, aquilo jamais será poder. O que eu tenho em minhas mãos é o verdadeiro poder e temor. Mas mesmo contra vários, eles permaneciam de pé, apesar de terem levados alguns tiros, na verdade somente o garoto, pois a menina só havia ganhado apenas um de raspão na perna. E era hora de isso mudar, portanto, fui mais para frente, meio mancando meio andando, para ficar em uma posição na qual o tiro seja certeiro. Posicionei a metralhadora bem onde a menina sobrevoava e então apertei o gatilho, sentindo logo depois o impulso para trás como sempre a metralhadora fazia após atirar, quase me jogando ao chão, por não estar tão acostumada quanto os mais velhos. Depois, olhei para cima para ver o resultado, o que me fez abrir um sorriso de orelha à orelha ao ver que havia atirado bem perto do coração. Ela não vai durar muito tempo. Mais um trato sendo desfeito, meu amigo ficará satisfeito. Ou talvez não, já que ele é bem temperamental. Mas não tive muito tempo para comemorar, já que em seguida recebi um flecha bem na barriga, me deixando totalmente sem fôlego. Primeiramente não sabia que havia recebido uma flecha, apenas me sentia zonzo demais e as dores voltaram à toda força, só percebi realmente quando vi vários Caçadores vindo me ajudar e ter olhado para minha barriga ensanguentada.

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    Re: Varanda

    Mensagem  Laís Massoglia em Qua Jul 11, 2012 2:34 pm




    O tiro de raspão não havia me parado, apenas me deixado inquieta e com mais fúria que o normal, fazendo-me apertar o cubo e depois, transformando-o em um revólver dourado como sempre foi. Não era fácil, minha perna ainda ardia loucamente e os machucados da luta de antes voltaram a doer, e como nunca fui muito boa com coisas relacionadas à altura, ficar em cima do pégaso e não cair era um verdadeiro desafio para mim. Eu podia ouvir Michael gritando algo pra mim, mas não conseguia ouvir direito, era como se tudo estivesse bloqueado agora. O que me importava agora era vencer e vencer, nada mais. Atirei em diversos Caçadores, poderia fazer isso eternamente, já que o número de balas do revólver é aparentemente infinito. Mas mesmo assim, isso não me dá muitas chances e quando diversas balas voam em minha direção, vejo que isso é definitivo. Não tenho chance nenhuma, até receber um tiro. Eu não havia percebido, porque não havia sentido nada de imediato, apenas uma dor pouco forte bem perto do coração. Somente tive tempo de arfar e depois, sentindo a dor aumentar, olhei para o peito e vejo que saía sangue, muito mais sangue do que poderia imaginar. A cor escarlate me deixa zonza e viro a cabeça para trás, vendo o céu escuro sem estrelas me observar, fazendo minha girar até sentir meu coração sendo jogado no ácido. Uma risada ecoa nos meus ouvidos com isso, comemorando minha ida para a morte, mas logo em seguida, ela vai se dissipando junto com minha consciência. Mas eu ainda ouvia coisas, tudo mistura, tudo junto e sem nexo, e minha visão estava começando ficar embaçada. Meu corpo estava mole, sem direção, mas sabia que estava caindo do pégaso e entrando um buraco negro. Um buraco negro que eu nunca enfrentei, eu já estava nessa estrada faz tempo, mas agora estava no fim da linha. Então senti meu corpo ser puxado, mas ainda me sentia caindo e minha respiração estranha demais, meu corpo não parecia mais o meu, só consegui tremer e tremer como se estivesse caindo em uma água extremamente gelada. Eu estava em outro lugar agora, sendo segurada por alguém, que eu não reconheceria muito bem agora, por estar estranha demais. “Fique comigo, ok?” Só pude assentir com a cabeça, mas não estava escutando-o realmente, porque a dor me afundava para um mundo surreal. Agora a dor estava mais forte, horrível, insuportável, terrível, o que depois de um tempo percebi que estava chorando, lágrimas silenciosas, mas doloridas demais. Isso era bem pior do que levar um corte na boca, na perna, no pescoço ou em qualquer outra coisa. “O mundo não precisará mais da luz que se apagará.” E eu estava me apagando, tão rapidamente que era até inacreditável para o que eu já consegui ser, mas agora não passava de uma morta. Eu poderia morrer, não me importava realmente com isso agora, mas eu fiz minha parte, não foi? Eu espero que Jack tenha encontrado Bethany. Espero que ela esteja bem. Espero que todos estejam bem. Mas agora eu não quero nada para mim, eu só quero que essa dor acabe e sei que não há chances de sobrevivência. Não olhei mais para ele, agora só olhava para o céu como se implorasse, mas eu não via mais ninguém agora. Eu finalmente cheguei ao fim do poço.




    não sei se mato ela ou não, por isso interpretem como quiser: ela desmaiou, ela morreu, ela sei lá o que.


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    Re: Varanda

    Mensagem  Anne Laffite em Qui Jul 19, 2012 2:52 pm



    Anne Laffite § Caçadora

    O barulho de tiros me acordou. Saí correndo da cama, sabendo que não era apenas mais um treino costumeiro. Era real. Eu ouvia claramente os grito. Ao alcançar a varada, temo já ter chegado tarde demais. Havia muita gente fazendo tumulto, principalmente aprendizes, ou que dificultou minha ida pelos corredores. Alguns caçadores já afastavam-os, mas meu alvo agora era outro. Ouvi um tiro que se sobressaíu aos demais, e, logo depois, um grito. Reconheci a voz. Jace. Diferente da maioria daqui, eu não tinha medo dele, ou o odiava. Era apenas o sobrinho de um dos Caçadores mais importantes. Com um ego muito grande, também. Fui afastando caminho por entre as pessoas, não importando quem fosse. Assim que eles reconheciam, eles se afastavam, cochichando entre si. "É aquela garota estranha". "Ela não tinha morrido?". "Ela é frágil demais pra ser uma Caçadora, o que está fazendo aqui?". Revirei os olhos. Eles deveriam estar se defendendo, não apenas comentando. Até que vejo que quem quer que nos atacou está longe, voando em pégasos. Percebendo que a maioria ainda está atônita, pego uma das armas caídas no chão e atiro no pégaso que voa sozinho. Ele caí no chão, provavelmente a beira da morte, e alguns Caçadores se aproximam. Algum resquício de arrependimento me surge, mas esqueço-o rapidamente. Não posso ser fraca, não na frente deles. Me aproximo de Jace, vendo que uma flecha atravessa sua barriga. Droga. O que estão fazendo parados? Ajudem-me a levá-lo pra ala hospitalar. Preciso tratar esse ferimento. E não ajam como se ele fosse morrer, não é nada demais. Reviro os olhos, enquanto dois caçadores o pegam no colo. Posso ouvir gemidos de dor dele, mas vamos até uma área mais afastada. Sou boa como enfermeira, médica, enfim. Sempre tive esse lado bom para cura, e nunca soube muito bem o motivo. O que importa é que posso ser útil em uma coisa, visto que nem me defender de um cão infernal eu sei. Logo depois, chegamos na ala hospitalar, e os dois garotos o deixam na cama. Vão buscar mais feridos. Eu cuido dele. Mas não tentem ir para o ataque. Se não sabem o que vão fazer, deixem com os mais velhos. Digo por fim, e eles saem. Volto a olhar para a barriga dele. Na verdade é um ferimento um tanto grave, mas não digo nada, apenas começo a pegar os medicamentos.

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    Re: Varanda

    Mensagem  Jace Salvatore em Qui Jul 19, 2012 3:57 pm


    "I prepare for the noble war. I'm calm, I know the secret. I know what's coming and I know no one can stop me, including myself."


    Os Caçadores apareceram aos montes, tentando me socorrer, até dois chegarão ao ponto de me carregarem, o que fez eu resmungar, falando que não cheguei à esse ponto. Mas eles não me escutaram, como sempre. Estavam me levando à ala hospitalar, percebi, e depois, apurando meus ouvidos, consegui ouvir uma voz feminina a tantas vozes masculinas assustadas e nervosas. Depois, me colocando a uma área mais afastada, pude ver a dona da voz. Anne Laffite. Ergui uma sobrancelha para ela. Era a garota que todos julgavam de fraca, não a conhecia bem, apenas trocamos umas palavras mínimas. Mas ela parecia diferente do que diziam, uma menininha que não sabe nem ao menos se defender de um monstro menor, um monstro que deveria ser seu aliado e não sua fobia. Dei um sorrisinho abafado enquanto ela analisava meu machucado. Anne? Agressiva? - meu sorriso se transformou de orelha a orelha. - Cadê aquela garota fofa? Ri mais um pouco, só parei quando senti a dor em meu estomago aumentar. Espero que saiba mesmo o que está fazendo. - continuei não sorrindo mais, mas minha expressão nos olhos dizia outra coisa. - Não vai querer matar o sobrinho do chefe? Vai?
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    Re: Varanda

    Mensagem  Anne Laffite em Qui Jul 19, 2012 5:32 pm



    Anne Laffite § Caçadora

    Reviro os olhos para Jace. Todos me olham dessa maneira, principalmente depois do ataque do cão infernal e de eu quase ter morrido, mas sei que ele faz isso apenas para me irritar. Cala a boca. - Solto, pegando um pedaço de pano com álcool. - Parece que o garotinho mimado foi pego de surpresa, é? - Digo irônica, olhando para a flecha. Para precisar tratar esse ferimento, vou ter que, primeiro, retirá-la. E, bem, isso vai ser um tanto doloroso para ele. Pelo que vejo, a arma foi fincada com precisão. Qualquer um que atira com essa maneira poderia ter facilmente ter atirado no coração de Jace, a não ser que sua atenção estivesse em outra coisa. - Acredite, sei o que estou fazendo. Afinal, se eu matá-lo, quem vai alegrar esse lugar? Respondo com sarcasmo. Seria bem melhor se ele parasse de falar, porque isso só está aumentando seu ferimento. Coloco o pano em volta do machucado, passando alguns remédios para que o sangue coagulasse mais rápido. Então, peguei a flecha com cuidado e disse: - Isso vai doer, portanto, vou tirar o mais rápido possível. - E, mesmo que eu faça com cuidado e a tire rapidamente, ele ainda solta um berro de dor. Jogo a flecha longe, colocando o pano desinfectado para estampar o sangue que, agora, sem nada para impedir, sai mais rapidamente. Vejo que ele ficou levemente zonzo, e, agora que vou ter de fazer pontos, resolvo aplicar uma anestesia. Lhe dou uma injeção perto do machucado e outra mais ao peito, e a substância logo fará efeito.

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    Re: Varanda

    Mensagem  Jace Salvatore em Qui Jul 19, 2012 7:56 pm


    "I prepare for the noble war. I'm calm, I know the secret. I know what's coming and I know no one can stop me, including myself."


    Dei um sorriso debochado em resposta a seu cala boca e comentário. Garotinho mimado? Sério? – perguntei arqueando uma sobrancelha para ela. – Sério que você acha que eu sou isso? Estou me sentindo terrivelmente ofendido agora. Dei mais uma risada ao ver o olhar dela sobre mim. Comecei a olhar meu ferimento, era assustador, mas não o bastante para mim, porque meu rosto não demonstrava horror, apesar de não estar sorrindo mais. Verdade. – concordei com sua última fala. – Sem o grande Jace Salvatore este lugar não passa de uma merda. Ele já é uma merda, para falar a verdade. Sentiria muito minha falta, não? E lhe dei uma piscadela. Depois disso, resolvi ficar quieto, descartando a distração de falar para ignorar a dor. Meu corpo ficou tenso ao ver Anne segurando a flecha que estava fincada em meu estomago, eu ia abrir a boca para falar algo, mas depois percebo que em vez de soltar palavras acabei gritando. Parei logo depois, rangendo os dentes de dor e de raiva, com os fechados, porque tudo que eu via estava girando bem lentamente. E para minha surpresa e a dela, comecei a rir depois disso, e o riso foi se tornando uma gargalhada enquanto ela aplica uma injeção em mim. Provavelmente anestesia, pouco me importa. Hmm. – meio que sussurrei, meio que grunhi. – Aposto que você está se divertindo, não é mesmo? Curar, mas também torturando, o sobrinho dos Caçadores que tanto te zoam. Uma espécie de vingança, Annie? Dei ênfase no ie, como uma espécie de apelido e sarcasmo. Se você tivesse que provar nada para eles, nem estaria aqui comigo. – dei de ombros. – Acertei? Tudo para agradá-los e largarem do seu pé?

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    Re: Varanda

    Mensagem  Anne Laffite em Qui Jul 19, 2012 8:49 pm



    Anne Laffite § Caçadora

    Olhei para ele, minha face ficando levemente vermelha com o último comentário. Droga. Minha pele é muito clara, ou seja, deve estar sendo claro para ele perceber isso. Não é como se eu gostasse dele. Não mesmo. Jace sempre, desde que ele chegou aqui, era irritante, irônico e com um ar despreocupado com qualquer coisa, como ele está sendo agora. Eu havia notado isso desde que ele chegara aqui, com nove anos. Passar a vida inteira se escondendo de pessoas que te odeiam e você acaba aprendendo a avaliá-las. De qualquer forma, eu sempre soube que ele não era só isso. Algo que ele escondia, alguma coisa de seu passado, talvez. Como eu. Do mesmo jeito que ele, eu nunca me dei bem com o restante dos caçadores. Quer dizer, que Caçador se elenca para enfermagem? Ou que não se dá bem com monstros? Ou que tem sonhos estranhos? Nós dois éramos diferentes, isso eu sabia. E, apesar de ele ser meio maníaco para matar semideuses e eu odiar isso, nós éramos, nesse ponto, parecidos. Então acho que, no mínimo, eu tinha uma fascinação por ele. Não que eu gostasse de sua personalidade. Seria um alívio. - Respondo por fim, mas sem realmente prestar a atenção nele. Agora anestesido e o sangramento contido, começo a limpar e desinfetar o machucado, aplicando gazes e tirando partes que não servirão para mais nada. Você teve sorte de o arqueiro estar com a atenção em outro lugar. Ele poderia facilmente tê-lo matado. Mas, o que aconteceu exatamente? Eram semideuses mesmo? Quantos? - Pergunto, tentando me manter informada, até que ele solta seu próximo comentário. A raiva me sobe a cabeça e, sem pensar com as consequências, desfiro um soco que faz sua cabeça chocar na cabeça com força. Gostando? Você deveria me agradecer por tirá-lo de lá! Do tumulto que estava, você provavelmente seria pisoteado até a morte, Jacy. E, acredite, são poucos os que se importam, de verdade, com você por aqui. Estou fazendo apenas alguma coisa para ajudar ao invés de tumultuar na varanda. Respondo, soprando a franja, e nem me preocupando com os resmungos de dor dele por causa do soco. Ele merece uma morte lenta e dolorosa, não acha? Pergunta uma voz na minha cabeça, rindo. Ignoro. Já tenho bastante dela nos meus sonhos. Na verdade, Jace, você seria de bastante ajuda se parasse de me distrair. Posso acabar realmente lhe matando. - Comento, voltado ao estado de ignorar suas piadas e pegando a agulha para costurar sua pele. Ele deve ter percebido que eu não respondi, tecnicamente, sua pergunta, mas agora as drogas da anestesia provavelmente estão afetando sua cabeça, então não me incomodo.

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    Última edição por Anne Laffite em Qui Jul 19, 2012 9:31 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: Varanda

    Mensagem  Jace Salvatore em Qui Jul 19, 2012 9:12 pm


    "I prepare for the noble war. I'm calm, I know the secret. I know what's coming and I know no one can stop me, including myself."


    Não gargalhava mais, mas ainda continha um sorriso irônico e inabalável no meus lábios, sempre contorcidos em sinal de zombo e às vezes indiferença. Não minta para mim, Annie. – cantarolei balançando a cabeça, ainda com o sorriso intacto. – Eu sei, ah eu sei, que você gosta muito de mim bem no fundo. Pude ver seu rosto ficando cada vez mais vermelho, o que me fazia rir mais, boa parte por estar deixando-a constrangida. Ouvi-a falar sobre o semideus e fiz um gesto rápido de impaciência com as mãos para ela. Eu vi somente quatro. – disse. – Eu conhecia uma. Me lembrei da de cabelos louros indo para o castanho suave, eu me lembrava muito bem dela, como era o esperado, já que temos uma conexão que nunca será desfeita. E se for... Meus pensamentos travaram ao sentir uma dor terrivelmente forte no rosto, jogando minha cabeça para trás e ver ela soltando uma enxurrada de palavras raivosas pela boca. Coloquei minhas mãos no rosto, especialmente o nariz, que agora sangrava. Olhei meus dedos ensanguentados por conta do nariz, fazendo meus lábios se contorcerem mais uma vez. Ri mais uma vez, com mais gosto do que nunca. Um dos melhores socos que eu já recebi! – exclamei ainda rindo. – E olhe que a garotinha não é tão fraca! Possivelmente, nessa altura, ela deve estar me achando um louco. O pensamento me fez rir internamente mais do que nunca. Parei de rir e lhe dei um sorriso travesso. E com muita dificuldade, movimentei meu corpo mesmo na cama para ir mais perto do dela, e antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, sussurrei em seu ouvido: Me mate, então. – sussurrei bem lentamente, para as palavras entrarem em seu ouvido, irem para o cérebro e não saírem nunca mais. – Eu não tenho medo da morte. Eu não tenho medo da dor. Fui me distanciando dela, me apoiando na cama novamente, me sentindo novamente zonzo. Girei a cabeça e comecei a encará-la com as sobrancelhas arqueadas. E você, Annie? Tem medo da morte? – falei no mesmo tom que uma pessoa usaria para contar histórias de terror e consequentemente, meu sorriso aumentou.

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    Re: Varanda

    Mensagem  Anne Laffite em Dom Jul 22, 2012 6:15 pm



    Anne Laffite § Caçadora

    Comecei a tentar jogar o jogo dele. Talvez assim ele finalmente desistisse. Jacy, Jacy, você tem de aprender que não é todo mundo que irá te amar o tempo inteiro. Ou fingir gostar. Tanto faz. Respondo, com também com aquele sorriso irônico, mas não prestando a atenção nele, costurando a pele da ferida. Ele ainda resmungava algumas coisas devido ao soco, apesar de soltar um outro comentário. Não sei se ele realmente achou o soco forte ou apenas está procurando outra maneira de me irritar. De qualquer maneira, ignoro. Pra você sou fraca, não é mesmo? Espero que continue pensando nisso por aqui. Assim como todo mundo. Volto a olhar para o ferimento, ainda me preocupando em como irei fazer para não ficar tão ruim, quando ele fala algo realmente útil. Algo sobre a missão. Espera, você conhecia ela? Quem era? Pergunto, esquecendo de que ele provavelmente não responderia, e continuaria com seus comentários irônicos. E, como é conhecido Jace, ele faz isso, se aproximando de mim e quase fazendo enfiar a agulha fundo em sua carne. Ele fica tão próximo que, naqueles segundos, não faço nada a não ser encará-lo. Até que ele sussurra em meus ouvidos: Me mate... não tenho medo da morte. E volta a sentar, rindo, esperando que eu tenha a reação que ele quer. Apenas franzo os cenhos, depois balanço os ombros como se não tivesse importância. Eu até teria o gostinho de matá-lo se não fosse entrar em tantos problemas depois... Arg, Anne, não pense assim. Levanto os olhos, encarando os seus profundamente para responder sua pergunta. Bem, não tenho medo não, já que já estive bem próxima da morte uma vez. Olhei-o. Se for esperto, saberá do que estou falando. Mas todos sabem. A notícia foi espalhada rapidamente. Corrijindo, pra alguém que já morreu, acho que é sensato não ter medo da morte. Sorri, e voltei a olhar para o ferimento. Era assim que eu sentia às vezes. Morta. Por que tudo parecia tão diferente desde aquela noite. Uma parte de mim murmurava na minha cabeça: você está morta, Anne. E às vezes eu aceitava isso, por nenhum motivo específico, como algo familiar para mim. Até como se eu já tivesse morrido outra vez. Balancei a cabeça afastando esses pensamentos. Provavelmente eu deveria ter batido forte com a cabeça quando aquele cão me derrubou. Mas, assim que consegui um breve silêncio de Jace, aproveitei para perguntar: Como você conhece a garota?

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    Re: Varanda

    Mensagem  Jace Salvatore em Seg Jul 23, 2012 2:38 pm



    Meu sorriso se tornou sombrio. Eu não estou pedindo amor de ninguém. - admiti, dando de ombros. - Eu não preciso disso. Pelo menos, eu não. Depois disso, fiquei um tempo quieto, tentando pensar em várias coisas, menos na dor e tentar falar menos. De qualquer maneira, a dor ia diminuindo em fases muito longas, mas estava diminuindo, e isso é extremamente bom. "Já estive bem próxima da morte uma vez." Olhei para ela. É, eu sabia, da tal missão que quase causou a morte de Anne. Nada demais. Eu também já estive bem perto da morte, pior, eu vi a morte. Arqueei uma sobrancelha para ela, mas não disse nada. Fiquei fazendo uma caretas enquanto ela cuidava do machucado, tudo silencioso até ouvir sua nova pergunta, fazendo-me pensar o que deveria responder. Cinco minutos se passaram. Oito, nove... Eu, realmente, não a conheço. - respondi. - Mas meu amigo conhece ela faz muito tempo. Quantos anos eles se conheciam? Eu não saberia. Ele não pode me falar e nem conseguiria. E tem contas a pagar com ela. Isso era verdade, ela devia ter feito algo muito sério com ele, o que eu já sei o que é, pelas coisas que ele me pede para fazer. De todo jeito, não é minha obrigação fazer isso. Mas é melhor agradá-lo e não irritá-lo, então, tecnicamente, não tenho escolha.


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    Re: Varanda

    Mensagem  Anne Laffite em Qui Jul 26, 2012 11:01 pm



    "We gotta talk, Dean, don't walk away. You've only a few months left, and there are things I gotta say. I know you're scared, Dean,
    and that's okay. But pretending that you're fine, won't keep the hell hounds at bay" - How to speak Winchester
      Após eu ter feito aquela pergunta, o silêncio se prolongou por tanto tempo que eu não imaginei que ele fosse responder. Nesse meio tempo, eu terminara de costurar a pele e aplicava os últimos remédios, dando-lhe um também para acalmar a dor. Mas, por fim, ele responde, dizendo que não a conhece de verdade, mas tem contas a pagar. Decido não perguntar mais sobre isso, afinal, parece algo pessoal, somente dele. Não iria me intrometer, primeiro, porque não gosto que façam isso comigo, segundo, porque ele iria voltar a ser o Jace de sempre, irritado e irônico. Pela primeira vez, ele falara algo em um tom normal, como se realmente estivesse conversando com alguém. Como se, por um momento, ele tivesse sido ele mesmo. Suspiro, dando os últimos toques e lhe dou um outro remédio, para que ele durma. Ele nem pergunta o que é, e bebe. Cinco minutos depois, está apagado. Saio dali logo depois, apagando as luzes, não antes olhando para ele por alguns minutos, intrigada por alguma coisa que não consegui entender. Balanço a cabeça, rindo de mim mesma, e deixo a Enfermaria.
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