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Celas do Térreo

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Celas do Térreo

Mensagem  Administração em Sab Maio 12, 2012 10:21 pm

O térreo possui um total de vinte celas, podendo abrigar quarenta humanos e/ou vinte monstros, dependendo de seu tamanho e do disfarce que usa à vista dos humanos. As celas possuem cada uma apenas uma privada. Não possuem cama, cobertor, colchão, colchonete, nada. O tratamento é péssimo, como pode ser visto, e tudo isso é usado como mais um modo de tortura dos Caçadores contra os capturados.
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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Dom Maio 13, 2012 12:06 am

Alma Ísis Bellefleur; Caçadora; Nível 00;
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  1. Olho para a garota. Ela tem cabelos ruivos e olhos azuis, e está encolhida em um canto daquela cela imunda. Imunda como o sangue dela própria, que foi misturado ao sangue divino. Ao sangue daqueles que me deixaram sofrer nas mãos de minha tia, sem mover um dedo sequer para me ajudar. Talvez sua prole ferida atinja-os, e, assim, eles repassem todos os seus erros mínimos, procurem algo que justifique o que estou fazendo e o que farei. Mas algo dentro de mim diz que o Deus dos Céus pouco se importa para essa cria insignificante. Apenas mais uma garota para esse mundo. Mesmo que filha dos trovões, ainda é apenas uma garota. E, agora que todos pensarão que morreu, caso a loura siga minhas instruções, nenhum pedido de ajuda será ouvido. Nenhuma tentativa de fuga terá sucesso. Ela está presa entre nós, em minhas mãos.
  2. Fear ficara para fora do recinto fétido, porque nem mesmo ele tinha coragem de adentrar aqui. Apenas alguns Caçadores ousavam vir por nada. Todos que estávamos ali — que, hoje, se resumia apenas a mim mesma — tínhamos algo a fazer. Algo que faria muitos nos condenarem.
  3. — Dê-me informações, semideusa. Isso é a única coisa que pode salvá-la agora. — Pego minha faca prateada, e passo o dedo por sua lâmina, testando seu corte. Sorrio ao ver a fina linha escarlate descendo por onde o objeto passou. — Não pense que alguém poderá vir e te levar daqui, isentando você de qualquer punição por manter a boca fechada.
  4. Sei bem que a lealdade da filha de Cronida não a deixara falar. No entanto, isso trará diversão. Após o conselho reconhecer meu trabalho, eu preciso me divertir, e a meio-sangue será meu divertimento por hoje.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Dom Maio 13, 2012 12:51 pm



Off with your head, dance 'til you're dead;
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    Demoro para recobrar os sentidos. Quando o faço, estou em um lugar completamente estranho para mim. Até eu acordar, ainda pensava estar em meu chalé, pronta para a missão. Mas é então que as lembranças voltam com tudo, em um choque para mim. Respirou fundo, e isso é apenas pior. O cheiro de podridão e morte do local me deixa enjoada, e sinto vontade de vomitar. Há quanto tempo não como? Não sei. Não sei nem mesmo como consegui dormir aqui. Está tudo escuro, como um breu, e não há nada para eu ter ideia da onde estou. O chão é áspero e duro, talvez um pouco úmido, e o cheiro continua impregnado no ar. Tento levantar para inspecionar, mas vejo que estou acorrentada. Ótimo. Tento usar algum poder de Zeus para me libertar, até que me dou conta que o local inteiro é revestido por borracha. Esse local foi feito para prender semideuses filhos de Zeus. Horas se passam, sem alguma notícia. A fome em mim começa a ser horrível, e sinto minhas entranhas darem reviravoltas. Mal consigo respirar sem sentir o cheiro nauseante. Até que ela aparece. Abre a porta com força, trazendo algo para iluminar que não consigo ver. Meus olhos ficaram tanto no escuro que a mais simples luz os incomoda por completo. Enquanto ela fala, tento não mostrar alguma emoção. Apenas a encaro, inexpressiva. Depois, digo com toda a força que consigo. Você não vai conseguir nada de mim, vadia.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Dom Maio 13, 2012 8:52 pm

Alma Ísis Bellefleur; Caçadora; Nível 00;
" Fadding With Every Day ."

  1. Um sorriso mórbido dança em meus lábios quando vejo meus conceitos sobre a semideusa se confirmarem. Sua lealdade é grande demais para que ela sequer pense em conceder informações.
  2. — Ora, filha de Zeus. Não seja tão rude. — Tiro uma injeção do bolso, observando-a, porém sem retirar a capa que protege a agulha. — Eu estava apenas concedendo alguma opção, mesmo que ela não fosse merecida. Mas já que prefere a lealdade à vida, vamos começar a diversão.
  3. Vagarosamente vou chegando perto dela. Seus pés estão acorrentados, assim como os braços, e, por isso, sei que qualquer reação será inútil. E então, seguro seu rosto, e corto um "A" profundamente em seu rosto, na bochecha esquerda, usando meu punhal. E depois, finco-o em seu ombro direito, até que a lâmina inteira esteja alojada ali, e depois faço um traço, para logo depois retirar o punhal. Coloco-o novamente no ombro dela, fazendo uma reta igual cortando a primeira no meio, formando um "X". E, só depois, pego a injeção, retirando a capa protetora. Perfuro o braço da ruiva com a agulha. Retiro, e vejo o veneno começar a agir. Ele não mata. Apenas trás uma dor a cada centímetro de seu corpo. Dentro de segundos, começo a ouvir seus berros, e sorrio. Mas não é o bastante. Não para mim.
  4. — Talvez agora, queira falar. Veremos quando seus berros acabarem. — Solto uma gargalhada e pego um chicote, atingindo seu rosto com ele. — Ou talvez ainda prefira a lealdade. — E volto a chicotear a garota, cada vez com mais força a medida que o veneno age. Seus gritos me fazem soltar longas gargalhadas.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Seg Maio 14, 2012 1:43 pm



Off with your head, dance 'til you're dead;
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    Odeio o fato que ela marca seu nome em mim, mas resisto. Encaro-a, tentando não demonstrar algum medo, mas sei que a tortura está por vir. Quando sinto o punhal entrando no meu ombro, arquejo, e começo a gritar. Sei que isso é pouco, mas ela enfia fundo, e começa a torcê-lo. Tento aguentar o máximo que consigo, não quero dar para ela o que deseja: minha tortura, minha dor, minha submissão. É então que vejo a injeção. Quando ela aplica em mim, parece como se uma lança inteira tivesse percorrido meu corpo. E é então que a coisa piora. O veneno começa a percorrer minhas veias de uma maneira tão rápida que mal consigo prever. Ele atinge meu coração, que começa bombardeá-lo para o resto do corpo. Cada centímetro do meu corpo está em chamas. A dor atinge meu corpo inteiro. Não sei se estou gritando. Acho que sim, mas não me parece que tenho força para isso. Sinto o fogo consumindo cada veia, cada órgão e cada tecido do meu corpo. Apesar de estar de olhos abertos, minha visão está embaçada. Não consigo fechar os olhos. A dor é demais. No momento, não consigo pensar em nada. Nada a não ser que quero que isso acabe. Quero que ela pegue aquele punhal e enfie no meu coração para que eu finalmente morra, e essa dor acabe. Mas sei que ela não fará isso. Seu objetivo é apenas me torturar, o máximo que conseguir, mas não me matar. E esse veneno não é letal. Então, quando há algum indício que isso irá acabar, sinto a chicotada no meu rosto. Grito mais alto ainda, se é que isso é possível. Todos os pensamentos racionais se apagam de mim, e a única coisa que tenho certeza é a dor. Por que isso não acaba? Não há nada que fará a dor parar? Penso, por um mínimo momento, em meu pai. Ele é o deus do céu, o maior de todos que governam o Olimpo. Ele me abandonou? Por que diabos não faz algo para me ajudar? Só quero que isso acabe...Ainda sinto o veneno percorrer o corpo, embora as chicotadas tenham acabado. Meu corpo está em fogo, e não consigo avaliar o estado físico e emocional do meu corpo. Quando minha visão começa a voltar, vejo meu cabelo caído pelo rosto, totalmente bagunçado. Meu corpo inteiro treme, preso as correntes, e está suado. A garota a minha frente não para de rir, se deliciando com tudo isso. O veneno ainda percorre meu corpo, mas a dor não é mais tão grande. Olho para ela, com a respiração ofegante. Minha garganta dói de tanto gritar, e meu corpo clama para sair desse lugar. Conseguir descanso, abrigo, comida. Mas apenas a encaro com meus olhos verde esmeralda. E surpreendentemente, começo a rir. Estou ficando louca? Não sei. Considero tudo isso loucura suficiente. Posso ainda estar sofrendo e estar delirando. Ou, posso estar morrendo, o que não é uma alternativa tão ruim. Em meio ao riso baixo, ouço minha foz, fraca. Você nem ao menos disse o que quer... Acho que está errando na ordem das coisas, Caçadora. Surpreendentemente, aquele termo me vem a cabeça. Acho que, ao ser transportada para lá, no meu estado de pós-desmaio, devo ter lido, mas não dado a devida importância. De qualquer forma, sei que ela não irá gostar do meu atrevimento. E vai me punir por isso, mas continuo encarando-a, embora meu corpo inteiro ainda trema.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Sex Maio 18, 2012 5:11 pm

Alma Ísis Bellefleur; Caçadora; Nível 00;
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  1. Observo os olhos loucos da semideusa. A tortura, agora, não é apenas física. Mentalmente, ela também está sendo lentamente torturada. Talvez, percebo, a dor não permita que ela volte a ser quem era antes. Me aproximo dela novamente, com o punhal em minhas mãos.
  2. — Estou sendo tolerante com você, garota. Porque, no final das contas, ainda tem todos os membros. Mas isso não está sendo suficiente, aparentemente. — Corto seu braço profundamente, começando onde já havia cortado, no ombro, e arrastando até o pulso. — É bom dizer, garota. É bom dizer tudo sobre você e seus amigos. Porque ao contrário, essa ferida vai ser apenas o começo.
  3. Retiro o punhal de seu pulso, colocando-o em sua coxa, e arrastando o punhal até o meio da canela. Sorrio. Pelo menos, ela não vai fugir. Observo novamente seus olhos, enquanto bato em seu rosto com o punhal, de modo a fazer diversos pequenos cortes em seu rosto. Levanto-me, e então meu olhar se torna cheio de desprezo. Chuto sua barriga, fazendo-a arfar, e, logo depois, seguro seu cabelo, levantando sua cabeça, obrigando-a a me encarar. Guardo o punhal de volta no bolso e, com a mão livre, aplico um soco em seu rosto, e depois outro, e depois outro. Ao final, quando solto seu cabelo, seu rosto está sangrando.
  4. — Vai manter-se quieta, semideusa? — Pego novamente o chicote, atingindo repetidamente seus dois ferimentos maiores, do braço e da perna, de modo que seus gritos se intensificam. — Ou prefere simplesmente falar? Assim, minha querida, eu irei acabar com tudo isso. — Sei que ela vai pateticamente defender seus amigos, como insiste em fazer. Sei que ela não vai parar de apanhar tão cedo. Porque ela não diz, simplesmente, o que eu quero? Mas, de certo modo, isso é bom. Porque vou ter que parar quando ela decidir que não pode aguentar mais e dizer o que sabe.
  5. Mas, mesmo assim, ela não fala. Não abre a boca. Sei que essa é deixa para levá-la ao subsolo. Aproximo-me dela, que, a esta altura, está quase desmaiando. Não será difícil levá-la ao subsolo. Mesmo se eu fosse soltá-la completamente e levá-la sem nenhuma corrente. Mas, obviamente, eu não fazer isso.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Sex Maio 18, 2012 8:27 pm



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    Solto um grito quando sinto o punhal descendo pelo meu braço. Ainda estou acorrentada, e isso começa a me causar uma dor pelo corpo horrível, por ficar na mesma posição. Tento resistir a todas as torturas que seguem, mas é quase impossível. O sangue escorre pelo meu corpo inteiro, continuo tremendo e a dor que sinto é pior do que qualquer uma que já senti. Ouço meus gritos, mas uma parte de mim tenta se afastar de tudo isso. Tenta pensar em algo que não seja dor excruciante. Não adianta. Minha cabeça doí, tanto fisicamente, por causa dos socos e do punhal, como mentalmente, por tudo que estou passado. O tempo inteiro parece que vou desmaiar, mas sinto que algo no veneno que ela colocou em mim irá impedir de eu fazer isso. Há tanto sangue que escorre do meu corpo que me pergunto como já não estou morta. Na verdade, continuo desejando estar morta. Quero que isso acabe. Mantenho a cabeça abaixada, enquanto arfo a procura de ar, quando volto a olhá-la mais uma vez. O que você quer tanto saber? Você sabe que sou semideusa e sabe que eles também são. Provavelmente sabe aonde achar-nos, como fez comigo e com Liz. Tento gritar, mas o que saí é um sussurro sufocado. Parte de mim, quando disse isso, desejava poder logo soltar tudo a ela para que ela se dê por satisfeita e me mate de uma vez. Mas, primeiro, sei que não será tão fácil. E, segundo, tenho outro pensamento que é ainda mais forte. Se eu for sofrer ainda mais, vou sofrer sem comprometer a vida de qualquer pessoa no Acampamento. A Caçadora não vai conseguir as respostas que tanto deseja.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Sex Maio 18, 2012 9:08 pm

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  1. E então ela pergunta o que eu quero saber. Sorrio. Sei que ela não vai falar, ainda. Portanto, pego algumas correntes sobressalentes.
  2. — Sabe o que quero, ruiva. Respostas. — Fico de frente para ela. — De onde você veio, para onde estava indo, onde estão seus amigos, porque estava por aqui?


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Sex Maio 18, 2012 10:51 pm



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    Encarei-a, fazendo força para olhar fixo nos seus olhos. Eu não lhe daria a resposta, mesmo que isso me causasse ainda mais dor. Mesmo que eu tivesse que morrer para isso. Pensei em Jack, James, Freddie, Bianca, Laís e todos os meus amigos por lá. Eu não os trairia. Respiro fundo, ainda sentindo minha cabeça latejar grotescamente, mas murmurei palavras fracas: Deixa eu ver... eu vim da minha casa. Estava indo para algum lugar, e... estou aqui porque quero. Sorrio, debochando da cara da caçadora.


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Última edição por Bethany Bloom em Sab Maio 19, 2012 3:06 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Sex Maio 18, 2012 11:35 pm

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  1. Olho para a garota.
  2. — Então é assim que vai ser. — Penso se vou ou não levá-la ao subsolo. Mas, de repente, ele ficou longe demais. Dou de ombros. — Você escolheu seu destino.
  3. Pego meu chicote, batendo violentamente na menina. Chuto-a novamente na barriga, antes de prosseguir com as chicotadas, cada vez mais fortes. Aplico-lhe um soco na cara bem forte, e seus ferimentos sangram ainda mais. E ainda, outro chute na barriga. Pego meu punhal, e começo a fazer vários cortes em seu braço, transversais, ao que eu já havia cortado. Todos profundos. E, ainda, bato em seu rosto com o punhal, e refaço o A em seu rosto, bem mais profundo. Sei que ele ficará lá, como cicatriz, e sorrio. Assim como eu jamais me esquecerei de minha tia, ela jamais se esquecerá de mim. E então, pego minha arma. Aponto para ela, porém não no coração. Atiro em diversos pontos não letais. Os braços e pernas dela, agora estão cheios de furos, por onde entraram os tiros. Amarro o punhal no sapato, e chuto diversas vezes suas pernas. Retiro-o dali. Penso no que poderei fazer agora.
  4. — Porque não desiste? Será que a lealdade aos seus amigos vale sua vida? Os amigos que te abandonaram aqui, que te deixaram para trás para sofrer? Não creio, ruiva, que isso seja amizade. — Agarro seus cabelos, cortando-os, nem sei porque, e depois os solto, vendo o chão, já vermelho, ficar de outro tom, menos escarlate. — Apenas me diga onde eles estão, e eu a deixarei em paz. Talvez até a mantenha viva. Só precisa falar.

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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Sab Maio 19, 2012 3:30 pm



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    Não sei por quanto tempo aguentaria. Alguma hora eu falharia por não ter mais forças para suportar. Falharia com Jack, meus amigos, com o Acampamento e comigo mesma. Por mais que eu não quisesse isso, eu estava prestes a ceder. Cada golpe que ela me faz parece cem vezes mais horrível do que realmente é. Sinto ela reforçando sua cicatriz no meu rosto e, se por uma mínima chance eu sobreviver, vou carregar isso comigo. Não consigo mais encará-la; a única coisa real é a dor que não acaba pelo meu corpo inteiro. Arfo, em busca de ar, mas parece que não consigo. Mal tenho mais forças para gritar quando ela começa a atirar o punhal, mas ainda sim grito. Sinto-me morrendo lentamente, e desejo profundamente que isso aconteça mais rápido. Quando ela me segura pelos cabelos, observo-a cortá-los, um ato de completa humilhação e que mostra minha submissão a ela. Ela está vencendo... A caçadora me solta mais uma vez, e não tenho forças para manter minha cabeça ereta. Acorrentada a parede, estou olhando para o chão, sem reação alguma. Já me sinto morta, penso a mim mesma. Observo o sangue escorrer do meu corpo, formando uma poça embaixo, junto ao tufo de cabelo ruivo. Sinto-me vomitando, mais sangue do que qualquer outra coisa. Minha visão ainda está embaçada, mas meu corpo treme um pouco menos. De qualquer forma sei que logo voltarei a sentir dor. Mas para quê? E o que é real aqui? Esse sofrimento? A Caçadora? Meus amigos? Sinto estar ficando louca, e agora tenho certeza disso. Meus pensamentos racionais já se foram, e as palavras dela entram na minha cabeça. Será que a lealdade aos seus amigos vale sua vida? Os amigos que te abandonaram aqui, que te deixaram para trás para sofrer? Onde eles estão agora? Estou sozinha, abandonada. Não há nada que possa me ajudar mais. Sinto, em algum lugar longe, Nihal, minha águia, tentando falar comigo. Mas não consigo respondê-la. Não tenho mais forças. A caçadora parece ter pedido a paciência com o meu silêncio, pois pega o chicote novamente. Sinto mais uma vez ele transpassando meu corpo, e solto um grito, mas acrescento rapidamente: Espere... O sussurro saí tão fraco como me sinto. Eu não consigo mais suportar. Ela não espera. Continua me golpeando, até que vejo a injeção novamente. A-acampamento... Murmuro fracamente. Uma parte do meu corpo ordena para que eu pare, não lhe dê as informações. A parte que lembra de vôos de pégaso com Jack, conversando com James, rindo com Bianca, andando pela floresta com Laís, protegendo Riley, jogando vôlei com Jodelle, abraçando Ian. Mas ela está longe, fraca. Meu corpo e mente tenta apenas algo desesperado: sobreviver. Mas então, sinto novamente ela aplicando a injeção, como se quisesse ouvir mais coisas. E o mundo explode em dor novamente.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Sab Maio 19, 2012 9:41 pm

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  1. Em um ato desesperado, ela me pede para esperar. Mas não tenho tempo. Pego a injeção, e começo aplico-a logo depois de ouvi-la dizer "Acampamento".
  2. — Não é o bastante. Onde ele fica? Quais são as falhas na segurança? Como podemos entrar lá? — Seus berros se transformam em resmungos baixos de dor, para depois voltarem a berros. A injeção não dói, apenas. Ela a mantém viva, e desperta. — Responda, e aí, talvez, eu acabe logo com isso.
  3. Volto a cortá-la, vagarosamente. Faço um corte no seu outro braço, que, até agora, estava ileso. Mas não mais. Cada centímetro de seu corpo ganha novos cortes. Muito úteis, pois, quando novamente pego meu chicote, a ponta dele deixa todos os ferimentos ainda maiores.
  4. E, no final das contas, eu acabo me cansando. Porque ela não fala logo tudo o que preciso? Porque tudo o que ela diz, repetidamente, é "Acampamento"? Estou cansada. Cansada de bater na ruiva. E talvez isso seja porque eu mesma estou coberta de sangue. Ou porque meu instante de insanidade passou. Não sei. Só sei que quero fugir daqui.

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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Dom Maio 20, 2012 12:10 am



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    Ela não espera. Continuo sendo torturada; é uma maneira tão extrema que não há mais alguma parte do meu corpo que não sinta alguma dor. A ponta do chicote rasga a minha pele inúmeras vezes, os cortes sangram dolorosamente, continuo tremendo, meu corpo parece pegar fogo e não há mais algum pensamento racional a não ser a dor. Desvio o olhar do chão e cravo-o nela. O que leva uma pessoa ser assim? Torturar alguém e ainda gostar disso? Murmuro, mais para mim mesma do que para ela, mas sei que a garota escuta. O lugar está silencioso, a não ser por o barulho do meu sangue pingando no chão. Ela ainda espera pela minha resposta, mas vejo que está se cansando. Talvez ela desista e me mate de uma vez, portanto não falo nada. Ela não terá algum acesso ao acampamento e meus amigos, não por mim.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Dom Maio 20, 2012 12:32 am

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  1. Meus olhos fixam-se na garota.
  2. — Oque leva uma pessoa a ser assim — Respondo, pegando um soco inglês e colocando-o. — é o sofrimento. — A raiva de outrora parece reviver dentro de mim. Voltar a queimar. Como se um fósforo tivesse sido aceso e jogado em folhas secas. — Onde estavam seus preciosos Deuses quando eu estava apanhando? Anh? — Aplico-lhe um soco no rosto. — E quando eu tive que comer do lixo? Onde estavam os semideuses, os heróis? Provavelmente em um compromisso mais importante. — Outro soco atinge o rosto da ruiva. — Mas não eles. Eles me tiraram da rua. — Mais um soco. — Enquanto isso, o que vocês faziam? Salvavam o mundo? Não é o bastante para alguém que sofreu.— Agora, a raiva parece ficar ainda pior. e começo a atingi-la repetidamente. — Porque, se meu mundo estava acabando, de que adianta viver ou morrer? Eles me salvaram; e me ensinaram que eu realmente devo odiar. — Com isso, eu paro de socá-la, puxando o cabelo dela, agora curto, de modo a obrigá-la a olhar para mim. — Você vai abrir a boca, garota. Ou eu vou fazer você abrir a força. — E, com isso, passo a dar repetidos socos na barriga dela.

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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Dom Maio 20, 2012 9:54 pm



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    Quando a dor do veneno acaba mais uma vez, não sei se consigo me mexer. Ainda fito o chão, e sinto uma lágrima seca escorrer por um dos meus olhos. Então ouço o que ela começa a falar. Na verdade, não sei se compreendo tudo, porque, enquanto ela fala, recebo os socos. Cada golpe é como se fosse um murro de ferro no meu rosto. Não consigo nem ao menos gritar. Procuro agüentar tudo enquanto a ouço, mas é quase impossível. Não sei como ainda não desmaiei. O veneno deve me manter acordada, mas parece que a qualquer momento vou perder os sentidos. Com pouca força, consigo dizer: E por que sua vida é uma merda você tem que tornar a nossa também? Se você sofre, todo mundo deve? Olha, para nós também não é fácil. Acha que vivemos na maravilha? Também passamos por dificuldades. Nossa família pode ser morta a qualquer momento. Perdi quase todos que amo. Corremos risco de vida todos os dias. E nada é mais fácil. Geralmente, é pior para nós do que para um mortal comum. Eu sei que os deuses não são o exemplo a ser seguido. Mas fazer isso apenas a torna igual a eles. Na verdade, pior. Com certeza, devo ter irritado a caçadora. Mas isso a desviará do seu objetivo, que é conseguir respostas. E assim, posso não trair meus amigos. Quer dizer, que outra dor eu ainda não senti? Nada mais me resta a não ser ser fiel a eles até o último momento.

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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Seg Maio 21, 2012 12:56 am

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Não posso dizer que a lógica dela não faz sentido. Só não se aplica ao meu caso. O fato dela dizer que me igualo aos Deuses me deixa mais irritadiça. Não muito mais do que eu já esteja, pois isso é basicamente improvável. Mas essa leve irritação me faz pensar em um novo modo de tortura para a menina. De repente, sei o que fazer. Retiro o soco inglês, guardando-o no bolso, e sorrio. Vou até o subsolo, pegando um "carimbo" de ferro, daqueles que se coloca no fogo e, depois de quente, se coloca na pele de uma pessoa. Uma vez, enquanto ainda era aprendiz, pedi a um menino que sabia fazer isso para fazer um desses com um olho de Hórus, o mesmo que eu tinha em meu braço, e o deixei como meu simbolo. Todas as minhas vítimas sempre foram marcadas com um desses, no mesmo braço que eu tinha. Peguei-o, coloquei um pouco no fogo e, correndo, voltei para perto da garota. — Não está com frio, ruiva? — Digo, apertando aquilo contra a pele de seu braço esquerdo. — Deixe que eu dou um jeito. — Assim que o tiro da pele da garota, pego meu punhal e desenho as bordas com ele, vagarosamente, enquanto ouço os gritos da garota. Cada vez mais altos, a medida que a queimação se mistura com a dor. — Se eu fosse você, tomaria cuidado com a língua. — Assim que termino, e vejo o sangue saindo, coloco o punhal no chão e pego o soco inglês, colocando-o em minha mão. — Se eu perder a paciência, você perde até mesmo ela. E aí, você não vai servir para nada. Apenas para ser torturada. — Volto a dar socos em seu rosto, cada vez mais fortes; de vez em quando, percebo que o A em seu rosto se torna abstrato em meio a tantos cortes, e, por isso, refaço-o. — Continuará insistindo, garota? Porque simplesmente não fala logo o que eu quero saber, e eu te mato de uma vez? Será que terá que morrer, para notar que está no mundo real? Que nenhum amigo seu virá te salvar? Que, caso não conte, chegará uma hora que ficará entre a vida e a morte? Não é capaz disso? — Os socos se tornam cada vez mais rápidos e fortes. Cada vez mais, cortam a pele da garota. Agora, o A quase não aparece. Pego o punhal e o refaço. — Vocês, semideuses, são mesmo hipócritas. Destroem casas; matam pessoas inocentes sem nem mesmo perceber; quando alguém realmente precisa de vocês, não aparecem. Mas são leais àqueles que imbecilmente chamam de amigos. Como se, algum dia, isso tivesse importado. Como se fossem mexer um dedo por eles, caso eles precisassem. O mundo não é só o que vocês conhecem. O mundo é mais que isso, bem mais. O mundo é recheado de pessoas que precisam de ajuda. Mas ninguém se importa com elas. — É o que solto. Por um tempo, fico em silêncio, apenas socando-a. Até que percebo que tenho mais a falar. — Os Caçadores matam semideuses. Mas eles nos dão algo em que acreditar, uma causa porque lutar. Eles nos tiram da vida horrível que tínhamos e mostram quem poderia ter nos ajudado. Quem merece sofrer por não ter sido ninguém em nossas vidas, enquanto precisávamos de algo. Humanos nos ajudaram muito mais rápido do que vocês, semideuses, foram capazes de fazer. E é por isso que vocês todos merecem sofrer. Por terem nos deixado à deriva. Acolheram tantos daqueles que são como vocês, mas se esqueceram de nós. De seu precioso Acampamento, minha querida, todos sabem. E sabemos como destruí-lo. O que eu quero saber, ruiva, é quantos de vocês encontraremos; quais são as suas armas; se existem humanos por lá. — Continuo batendo nela, sem parar, por sequer um segundo. — E você vai falar. Vai falar, ou então vai enlouquecer antes de ir para o submundo. — Pego a agulha, novamente. Aplico-a em seu braço, fazendo questão de fazer a agulha entrar bem no local onde há o olho de Hórus. Não posso deixar de me surpreender com a quantidade de maldade que existe em mim; bem, não se podia esperar nada menos que isso de uma garota que foi criada entre a morte e o sofrimento. — Algo a dizer, ruiva? — Ela fica em silêncio; ou melhor, apenas continua a berrar, como antes. — Ótimo. — Dito isso, pego novamente meu chicote e atinjo-a sem parar. E, enquanto isso, vou falando palavras que, uma hora ou outra, a levarão a loucura. — Onde eles estão? Hein? Onde estão aqueles amigos por quem você está sendo torturada? Onde estão aqueles que te deixaram aqui? Provavelmente estão deitados em suas camas quentinhas, comendo da melhor comida e conversando sobre bobagens. Eles te esqueceram, ruiva. Te deixaram para trás. Você não faz nenhum falta, não para eles. Você não importa. Talvez, nós pudéssemos te dar uma vida melhor do que aquela, com amigos leais, se tivesse dito o logo o que queríamos. Talvez simplesmente a matássemos. Mas, agora, mesmo se sair daqui, você vai viver uma vida de loucura, sempre se lembrando daqueles que te torturaram. De mim. E não vai mas confiar neles, vai? Naqueles que sabiam que você estava aqui e, mesmo assim, não vieram te buscar. Óbvio, pois a loura certamente disse que você está em perigo. Talvez ela até mesmo ainda se lembre de você. Apenas porque te viu ir embora. Mas, talvez, nem mesmo ela. O que acha, filha de Cronida? E onde está seu amado pai? Zeus? Oh! Ele te esqueceu. Como todo mundo. Ele provavelmente nunca sequer falou com você, certo? Ah, claro que não. Ninguém nunca se importou com você, ruiva, e nem nunca se importara. Ora, você disse que perdeu quase tudo? Bem, onde estão aqueles que restaram? Se foram, ruiva, se foram. — Paro por um segundo, para reaplicar a injeção, pois vejo que o efeito já está passando. Depois, volto a chicotear e falar. — Agora, você é exatamente o que todos nós nos tornamos; esquecida pelos deuses. Logo, logo, verá que a alma que você tem, não existirá mais. Não existirão mais sentimentos. Não existirá vida, morte, alegria, tristeza. Apenas um vazio. Talvez, você dê sorte e consiga algo para amar. Mas, em geral, poucos conseguem. Logo, logo, você sentira a insanidade varrendo sua mente. Verá o mundo se tornando um grande nada. Verá que nada fará sentido. E tudo o que importará, será que alguém te abandonou, aqui, quando você mais precisava. E então, você será igualzinha a mim. — "Ora, garota, não existe amor. Não existe ódio, nem tristeza, nem alegria. Não para você. Apenas aqueles que possuem alma são capazes de sentir coisas assim." As palavras me atingem em cheio, vindas como navalhas de algum ponto de minha memória. Ela estava me batendo, e, repetidamente, um pedaço de ferro me atingia. "Pessoas como você... Ora, o que estou dizendo? Você nem chega a ser uma pessoa. É apenas um monstrinho." Me lembrei claramente do olhar de minha tia, e de tudo o que ela me dissera. "Será possível que você não é útil para nada, criatura idiota? Madeleine lhe criou muito mal." As lágrimas ameaçam sair de meus olhos ao me lembrar. "Seja forte, criatura. Não pode aguentar nem mesmo um corte no rosto? Isso é uma faca de cortar carne, tola, não uma espada. Não que eu nunca tivesse desejado usar uma em você." "Ora, ora, garota, não acha que foi longe demais? Madeleine ficaria decepcionada com você." "Madeleine era uma frouxa. Provavelmente, nunca bateu em você. Mas, tudo bem, eu conserto o erro dela. Sempre consertei os erros dela." "Você é igual ao seu pai, criança idiota. E merece o mesmo que ele." Todos os pontapés, socos, cortes, surras com barras de ferro, pedaços de madeira, pedaços de roseira, cheias de espinhos, bambus, tudo o que eu já sofri, todas as torturas a que fui submetida com apenas quatro anos de idade, tudo volta à minha memória. E, por fim, minha lembrança mais aterrorizante. Os olhos insanos daquela mulher, que estava próxima à morte, sofrendo um infarto. Suas mãos agarrando meus braços e uma faca, e cortando uma imagem. "Assim, eu estarei sempre te observando." E então sorrira loucamente, um sorriso de escárnio, e morrera ali, na minha frente. Enquanto eu observava um olho de Hórus que ela deixara ali, no meu braço. Não é justo, pensei, que essa semideusa tivesse algo para perder, enquanto eu perdia tudo tudo que tinha. E então meus golpes se tornaram ainda mais fortes e impiedosos. — Você merece sofrer, ruiva, porque você ainda tem algo a perder. Enquanto eu já perdi tudo o que tinha. Porque você, apesar de poder chamar uma tempestade de raios, não se dignou a me salvar de meus problemas que eram os piores possível para uma garota que ainda não tinha nem dez anos de idade. Porque você, ruiva, provavelmente está sendo torturada pela primeira vez. Se eu contasse quantas vezes sofri coisas assim... Talvez, depois que você realmente morrer, os semideuses vejam com quem estão brigando, e sejam menos nervosinhos; se rendam rápido. Do contrário, todos terão o mesmo fim que você. Imagine, ruiva... Todos os seus amigos... Todos aqueles que você ama... Todos aqueles por quem você está se sacrificando... Todos sendo torturados e mortos, como estamos fazendo com você. Todos sendo levados à loucura... Imagine, só ruiva. A pessoa que você mais ama em sua vida, em minhas mãos. — Pego uma outra agulha, dessa vez com um outro veneno. Este, agora, causa alucinações; pode trazer à tona os maiores pesadelos de uma pessoa. E eu sei, muito bem, para onde a direcionei. Aplico a agulho em seu braço, no braço, nas linha do olho de Hórus. — Você não conhece o sofrimento, garota. — Sussurro, baixinho, apenas para que eu mesma ouça. — Você não conhece o sofrimento. Conheceu a dor tarde demais para saber o que é sofrer. — Olho para ela. Sei que tirei parte de sua inocência. Depois de ser torturado, ninguém o mesmo; e essa garota, que antes mal sabia o que era a dor, agora está sofrendo quase o mesmo que eu sofri. A diferença é que enquanto ela sofre isso apenas uma vez, e com dezenove ou vinte anos de idade, eu sofri várias vezes, com apenas quatro anos de idade, e depois de ver meus pais serem queimados em um incêndio. Depois da maior perda que eu já sofri, começo a ser torturada, física e emocionalmente. E isso me tornou o que sou hoje; má e cruel. Amando apenas um grifo, que é o único que jamais irá me magoar. Gritos desesperados saem dos lábios dela, e posso ouvir alguns nomes. Os amigos dela, que agora ela vê serem torturados. Sei que ela ficará louca, depois disso, mas é tudo por uma causa maior, como dizem os superiores. "Ora, criatura, óbvio que você merece sofrer! Isso é tudo é por uma causa maior, monstrinho! Para te transformar numa pessoa. Como pode ver, é uma causa perdida. E eu sou a única, nesse mundo, que continuaria tentando mudar algo tão... nojento." Me lembro dessas outras palavras de minha tia. Olho para o lado, procurando algo que me puxe para longe de minhas lembranças horríveis e assustadoras. Mas não há nada lá. "Olhe o que você fez! Olhe! Mas veja só, que monstrinho mais mal-educado! Limpe já!" E então, enquanto os gritos da garota começavam a cessar, observei a marca do olho de Hórus em meu braço, puxando a manga comprida de minha blusa preta. Aquele olho, eu sabia, me perseguiria durante toda a minha vida. Escondi novamente o olho logo que ela parou de berrar os nomes, que, agora, estavam gravados em minha mente. — Vai falar, ruiva? — Digo, recolocando o soco inglês. — Ou vamos continuar?


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Seg Maio 21, 2012 8:06 pm



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    Quando vi a placa de metal, entendi o que estaria para vir. Fecho os olhos para aguentar a dor, mas é angustiante. Meu braço, já inteiramente machucado pelo chicote e pela arma da Caçadora, é atingido de mais uma maneira. Sinto mais uma vez pegando fogo, mas dessa vez sei que é literalmente. Agora ela tem duas marcas em mim: o A, revelando sua assinatura, e o olho de hórus. Mordo os lábios até sair sangue para tentar se concentrar em outra coisa enquanto ela o faz, mas de nada adianta. Ela retorna com os socos, e mais uma vez, não tenho nem ao menos chance para a reação. Quando ela começa a falar, não sei o que realmente penso sobre isso. Talvez, em outras condições, eu teria minha opinião, mas não consigo pensar em nada racionalmente. Entretanto, sei que uma parte do meu cérebro consegue captar o que ela diz, e está sendo influenciado. Nenhum amigo virá me salvar, ela me diz e, em meio a dor, acredito nisso. Elizabeth me trocou por seu irmão, e todos pensam que estou morta. Quem iria procurar por um morto? Começo a ouvir o que ela diz sobre nós. Ela tem razão, murmura minha cabeça. Ian é a prova disso, Bethany. Ele matou inocentes para conseguir o que a mãe dele queria, e você sabe disso. Mas não admite. Ela insiste, e, por um momento, penso se não é o veneno que ela aplica em mim que me ajuda a ficar influenciável. Mas esse pensamento some rapidamente. Ian é uma boa pessoa, ralha outra voz. Com você, Bethany. Você não sabe do passado dele, e nunca procurou saber. E sei que é verdade. A vida não é fácil para nós, também. Os deuses não interferem em coisas mundanas. Eu sei que é injusto, mas é a vida, Caçadora. Murmuro, quando consigo finalmente uma pausa. Minha voz fica cada vez mais fraca. Os mortais te ajudaram? Bem, eles já pioraram a nossa vida. Não é uma questão de lado bom ou ruim. Em todo lugar haverá pessoas com sorte, outras nem tanto. É simplesmente assim. Falo, mas sei que qualquer argumento meu irá piorar para o meu lado, portanto, resolvo deixar que ela continue. Tento continuar aguentando enquanto ela me tortura, mas tudo que quero é o fim. Talvez, se eu permanecer calada, ela irá me matar de uma vez, vendo que sou inútil. Mas sei que eles não descartarão uma filha de Zeus tão fácil assim, não agora que tem uma em mãos. Então, ela aplica a injeção novamente. Mesmo sendo apenas a terceira vez de muitas, é ainda igual. Sei que me mantem acordada e também que me deixa mais influenciável, mas o maior propósito continua sendo a dor. Meu corpo arde em chamas, e, não tendo mais voz para gritar, meu corpo começa a tremer incontrolavelmente. Vai falar, ou então vai enlouquecer antes de ir para o submundo... Já me sinto louca o suficiente, porque não sei como ainda aguento alguma coisa. Como ainda estou viva. Não sei, se sair daqui algum dia, como estará meu estado. Meu corpo está completamente destruído, e não consigo avaliar meu estado mental. É horrível pensar em qualquer coisa, porque a dor e angústia dominam tudo mais uma vez. Ela volta a falar. Onde estão eles, realmente? Como é possível que Elizabeth trocou-me tão rapidamente, quando viu a chance de conseguir o que queria? Eu realmente não devo valer alguma coisa. Quantos dias se passaram desde que acordei? Desde que estou desaparecida? Porque ninguém faz alguma coisapara me ajudar? "Você não faz nenhum falta, não para eles. Você não importa". Nem mesmo meu pai se importava comigo. Eu nunca se quer falara com ele, apenas o vira de relance durante a invasão. Ele não deve dar a mínima, realmente. "Não existirão mais sentimentos. Não existirá vida, morte, alegria, tristeza. Apenas um vazio. Talvez, você dê sorte e consiga algo para amar. Mas, em geral, poucos conseguem. Logo, logo, você sentira a insanidade varrendo sua mente. Verá o mundo se tornando um grande nada. Verá que nada fará sentido. E tudo o que importará, será que alguém te abandonou, aqui, quando você mais precisava. E então, você será igualzinha a mim". Não me sinto mais viva, nem ao menos morta. Ela pode continuar com isso por anos, cuidando para que eu não morra, apenas me torturando por puro prazer. E eu vou permanecer dita como morta, porque ninguém sabe da verdade. Ninguém procurará saber, porque eles querem proteger a si mesmos. Ninguém gosta da verdade. Ninguém gosta da realidade. Assim, eles evitaram a verdade para não sofrerem. E permanecerei aqui. Viva? Morta? Não sei há quanto tempo estou sendo torturada, mas parece uma eternidade. Não sinto mais nada além de dor. O que é a alegria? Quando foi a última vez que senti isso? Algumas imagens de rostos conhecidos surgem a minha mente, mas não consigo alcançá-los. Estão longe. Esquecidos. Parte de minha memória que logo não passará de lembrança longínqua. E amor? Penso em Jack, Freddie e Riley. Uma está morta. Os outros dois, talvez nunca mais os veja. Em meio ao delírio da dor do veneno e dos chicotes, sinto uma lágrima descer. Novamente perdi quem amo. Eles se foram. Não, Bethany, você se foi. Dito as palavras dela, a insanidade começa a entrar na minha mente. O que mais faz sentido? O meu mundo agora é essa cela, as correntes, a caçadora e a dor. Do que adianta resistir? Do que adianta amar? Do que adianta confiar em alguém, sorrir, lembrar, viver? Nada. Sinto algo dentro de mim diminuir, mas não tenho a capacidade de saber o que é. Não me importo. É então que seus golpes ficam mais impiedosos, assim como suas palavras. Se eu não lhe ajudar, eles estarão nas mãos dela. A imagem de Jack, do meu filho e dos meus amigos surgem em minha mente. Penso em Freddie, de apenas três anos, sendo torturado com aquela injeção. Não posso permitir. Talvez, se eu der as informações de que precisa, eles podem pensar ter vencido. Mas preciso avisar o Acampamento. Os semideuses tem que estar preparados. Algum lugar da minha mente, o último que resta de razão e que não está dominado pelo delírio, consegue contatar minha águia, que voa acima de aonde quer que eu esteja. "Nihal?" Ela me responde, aliviada por ter conseguido um retorno. Não falo nada a não ser uma coisa: "Avise os outros. O que você conseguir. Rápido." E sei que ela está voando para longe, ao Acampamento. Então a Caçadora a aplica a injeção novamente. Mas, dessa vez, há algo estranho. Não causa o fogo como das outras vezes, mas sim tenho alguma alucinação, porque estou de volta ao Acampamento. Estou vendo Ian pendurado no portão, sangrando depois de ter sido torturado. Eu não chegando a tempo de salvar Jack quando ele duelou com Amber, e ele morrendo na minha frente. Sendo Riley e vendo Elizabeth matá-la vezes e vezes seguidas. Não sei o que está acontecendo, mas de uma forma é pior do que tudo que ela já me fez. Acho que agora eu realmente vou a loucura. Todos os meus piores medos, seja da infância ou depois disso estão sendo revividos no meu cérebro. Grito até não aguentar mais. Quando finalmente acaba, vejo a garota sorrindo para mim. Talvez eu esteja perto da morte. Talvez eu possa morrer tendo ajudado meus amigos. É isso que a minha última parte de sanidade pensa, mas a maior parte ainda é torturada. Quando ela pergunta se vou falar, eu digo: Vocês sabem aonde fica o Acampamento. Long Island. Hesito, tentando reunir forças para continuar. Ela logo ficará impaciente. Com um último suspiro, e determinada da ação que farei, respondo: Vocês não conseguirão entrar. É preciso alguém de dentro lhe autorizar. Desista, Caçadora. A ideia de vocês é insana. Finalizo, e sei que isso a deixará intrigada. Estarei mentindo ou não? Enquanto falava, não encarei alguma vez. Continuo olhando para o chão, fitando-o com meus olhos praticamente mortos. O tufo de cabelo me lembra da minha época anterior a isso. A época aonde eu não sentia dor a qualquer momento, ou não era ameaçada. Não lutava, sofria, chorava. Quando eu era uma simples criança, inocente. Sem saber o que era o mundo. Mas é passado. Quando levanto os olhos para ela novamente, esperando por mais uma tortura, sei apenas de uma coisa: Não sou mais a mesma. E nunca serei.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Qua Maio 23, 2012 5:43 pm

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Observo-a. Bem, talvez ela não tenha notado o que dissera. Que precisamos de autorização para entrar. Autorização de um meio-sangue. Um sorriso surge em meus lábios. — Ótimo, ruiva. Você nos deu um motivo para não lhe matar. — Pego meu punhal e roço de leve em sua garganta, segurando seus cabelos com a outra mão impedindo uma tentativa de suicídio. — Você vai nos ajudar, semideusa. Ou nos ajuda, ou arranjamos outro jeito de entrarmos naquele estúpido Acampamento, e, nesse caso, todos os seus amigos sofrerão o que você está sofrendo agora. Ou até pior. E na sua frente. Você será responsável pela tortura de todos aqueles que ama... E então, além de morrer, será odiada por todos. — Eu sei que esse é um grande medo da garota. Porque é do perfil dela, perfeitinha, leal, amiga, ser desse jeito.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Sex Maio 25, 2012 10:30 pm



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    Ela segurou meu cabelo e corpo de tão maneira que seria impossível pressionar meu pescoço contra a faca. Droga, seria perfeito para me matar rapidamente. Olhei para ela enquanto ela via proveito do que eu lhe falara. Não... penso, ouvindo suas ideias. Claro que eu poderia apenas fingir ajudá-la, enganar. Seria difícil. Não sabia quantos Caçadores existiam, suas armas ou o que possuíam. Mas nós, semideuses, também não somos despreparados. Eles nos atacariam bem no coração de nossa casa. Lá é aonde estamos mais fortes. Entretanto, mesmo assim, muita coisa poderia não ser planejada. Um erro poderia resultar em um morto. Uma imagem cruza minha cabeça: eu, andando pelo Acampamento, se algum dia voltar, e vendo o corpo inerte de Jack no chão. Ou, meu filho, sendo torturado na minha frente. Ou qualquer um dos meus amigos. É muito para suportar. É então que tenho a ideia. Meu corpo se encontra torturado dando por dentro como por fora, e há sangue na minha boca por causa dos socos. Quando ela está cara a cara comigo, esperando minha resposta, reúno forças e cuspo um pouco do sangue, que vai direto no seu olho. Ela vai para trás, atordoada, e consigo vantagem por um mínimo instante, mas que fará a diferença. Seguro a faca dela com o meu pescoço, tão forte em contato com a minha garganta que um filete de sangue já escorre.Vamos, Caçadora. Digo, minha voz já fraca pela tortura, ainda mais por causa de estar usando o pescoço para segurar a faca. Dê um passo e eu corto minha garganta. Será fácil. Esse pesadelo acaba para mim e você perde uma grande fonte de informação. Bem, você pode arranjar outra, não é mesmo? Você já conseguiu algo comigo. Então talvez não faça diferença se eu me mate ou não. Dou um sorriso fraco, e a voz sai rouca. Sei que o que eu disse em parte não é verdade. Vejo a sua hesitação, ela não pode me perder tão facilmente. Não agora que comecei a falar, que estou cedendo, ou simplesmente por ela ter uma filha de Zeus em suas mãos. Assim, continuo. Mas soltarei a faca se você dizer uma coisa. Na verdade, jurar. Se por acaso vocês vencerem essa guerra, quero que mate algumas pessoas de maneira rápida. Sem tortura. Peço. Eu sei que não posso pedir muito. Mas não sei que eles, com ou sem minha ajuda, torturarão quem eu amo enquanto assisto. Pelo menos, se perdermos, posso garantir um fim rápido para algumas pessoas. Já é alguma coisa. Jure pelo rio Estige. Não sei se ela conhece essa expressão, mas deixo que pense a respeito.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Dom Maio 27, 2012 4:44 pm

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Fico com raiva dela, mas sorrio. — Bem, porque não? Juro pelo rio Estige, seja lá o que for. — Ela solta o punhal. Meu sorriso se torna de escárnio. — Mas isso não me impede de torturar você. — Isso sai quase como um rosnado. Pego o chicote e a atinjo repetidamente, vendo sua pele se rasgar cada vez mais. Aplico-lhe as duas injeções: a que causa alucinações, e a que causa dores e a mantém desperta. E, enquanto seus gritos vão aumentando cada vez mais, vou chicoteando-a cada vez mais. Pego uma caixa de fósforos, e, um por um, acendo e apago em seu rosto, deixando o A cada vez pior. Assim que os fósforos se acabam, pego o punhal e traço-o novamente. Depois, pego novamente o carimbo de metal com o olho de Hórus, esquentando-o e aplicando em várias partes de seu corpo. Sem parar. Braços esquerdo, direito, perna esquerda, direita, rosto, junto com o A. E, cada vez, eu fazia as arestas, enquanto ainda quentes, com o punhal. Pego novamente o chicote, e atinjo-a sem parar. Pego minha pistola e atiro em suas mãos e pés. Depois, a partir do local onde a bala penetrou, enfiou o punhal e vou puxando, abrindo mais cortes. Pego vinagre, e jogo em seus ferimentos, vendo-a berrar ainda mais. Coloco o soco inglês, e soco repetidamente seu rosto e barriga. Pego o punhal, e, com ele, traço seus lábios, vendo o sangue sair dali. Depois, abro um talho em testa, e o sangue cai em seus olhos, impedindo-a de ver as torturas, mas não de sentir. Ela apenas sente as dores, as cegas. Continuo socando-a sem parar, e, em determinado momento, troco o soco inglês pelo chicote. "Você é uma fraca, monstrinha." Dizia a voz dela em minha mente, e a força das chicotadas aumenta. "Não é o bastante." É o que ouço. Tento ignorar, tornando os gritos da garota mais altos. O suficiente para calar minha mente. Aplico o veneno da dor. Pego meu punhal e coloco-o dentro de seus piores ferimentos, e movimentando-o. Seus berros ficam cada vez mais altos. Chicoteio-a novamente, e vejo que as torturas que já fiz estão ficando velhas. — Eu vim sendo boazinha com você, garota. — Digo, limpando o sangue de seus olhos. — Mas agora, já chega de qualquer espécie de bondade. — Pego alguns espinhos venenosos, que, como as injeções, causa alucinações e dor, mantendo-a acordada. Ela berra enquanto vou aplicando em diversos pontos de seu corpo, e o veneno vai se espalhando com o sangue. Quando o veneno passa, porém, ela me lança um último olhar de misericórdia e desmaia. Sorrio. O veneno a fará ter pesadelos, eu sei disso, mesmo enquanto ela está desmaiada. — Bons sonhos. — Sussurro, de um jeito meio mórbido, me viro e saio dali.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Ter Jun 05, 2012 6:59 pm



Off with your head, dance 'til you're dead; Heads will roll, heads will roll, on the floor.


    A única coisa que me conforta é que sei que ela jurou, sem ao menos saber do que se tratava. Pelo menos, se ela descumprir, estará morta, ou pior. Nunca jurei dessa maneira por apenas um motivo: você nunca sabe o que é levado em conta para quebrar o juramento. Aí, até perceber, já era. Além disso, eu agradecia por ter desmaiado de uma vez. Não sei se agüentaria mais a dor; meus gritos passaram de berros para finamente a murmúrios, quando eu praticamente não agüentava mais.
    Depois de um tempo, acho que vieram os sonhos.

    Eu caminhava lentamente pelo que me parecia ser os Campos de Morango. Aquele lugar parecia algo feito da minha imaginação, ou então de outra vida, comparado as horas (ou talvez dias?) desde que estou nessa prisão. Tentei captar tudo que eu conseguisse enquanto caminhava: o cheiro adocicado dos morangos, a textura das folhas que os envolviam, as lembranças de ótimos dias ali, o ar fresco sendo inalado lentamente.
    Então vi uma nuvem negra se aproximando ao fundo. Pelo que quer que ela passasse, ela destruía, como uma praga em uma plantação, e não deixava nada para trás, apenas escuridão. Deduzi que havia pouco tempo até que ela me atingisse - o que quer que aquilo fosse.
    Ao invés de correr, sentei-me nos Campos. Para que tentar lutar se de nada adiantaria? Tentar sobreviver? Daqui alguns minutos ela me alcançará, da mesma maneira que a Caçadora logo me terá em mãos. Se não há jeito de escapar, então, para quê tentar?
    - Por que você sabe que ainda existe esperança, Bethany.
    De início, penso que é apenas minha mente me respondendo, então me dou conta que há uma garota parada a minha frente. Ela está vestindo um jeans preto e uma blusa regata de maneira que nunca a vi usar. Seus cabelos ruivos estão presos caindo pelas costas, e ela sorri para mim.
    – Riley...?
    Tento assimilar alguma coisa, mas nada está raciocinando. Sendo um sonho ou não, uma pura lembrança ou uma imagem do meu cérebro, corro até ela e a abraço. Ela retribui, e ouço sua risada preencher o espaço ao redor. Por um instante, parece que há apenas nós duas ali. Até a nuvem parece se locomover mais devagar.
    - Beth... não tenho tanto tempo assim, mas não quero que você fique assim. Você sabe que há esperança ainda. Seus amigos, Jack, James... ninguém vai desistir de você tão fácil. Além disso, você deu uma vantagem para nós fazendo o que fez.
    – Fazendo o quê? Contando sobre o Acampamento? Explicando aos Caçadores como eles farão para entrar?
    Ela apenas ri, o que me faz franzir a testa. É ela mesmo. Apenas Riley ria nos piores momentos, apenas ela parecia me acalmar quando tudo parecia prestes a ruir.
    - Não, sua bobinha. Bem, pelo menos você vai logo descobrir.
    Franzo a testa, mas não peço por explicações. Só quero passar o máximo de tempo com ela.
    – Você não reencarnou? – Pergunto. – Ian disse...
    - Sinceramente, Beth, não sei. Os dias no submundo são como um borrão para mim. Não sei o que estou fazendo aqui. Não sei nem mesmo se sou apenas uma parte da sua memória. Mas sei que estou próxima de você, de alguma forma. Por outro lado, ainda há alguma coisa errada... não me sinto... eu mesma.
    – Riley... o que você não está me contando? O que houve? Pergunto, mais desesperada.
    Ela me olha de uma maneira que revela que ela está claramente confusa. Eu também posso sentir algo errado. Se já não basta ela estar no meu sonho e eu acreditar que não é apenas minha imaginação, alguma coisa a mais está acontecendo. Ian não mentiria para mim. Riley saiu do Mundo Inferior sim.
    - Queria falar com você de novo, Bethany, mas... eu não sei se vou conseguir. Apesar de eu achar que realmente reencarnei, eu me sinto... sumindo.
    Eu a abraço, quase como se quisesse que ela não dissolvesse em ar na minha frente. Ficamos em silêncio por um tempo, tanto que nem percebi a nuvem acima de mim. Ela começa a escurecer, junto com todos as coisas ao meu redor.
    – Riley! – A chamo, com uma última pergunta. Você... você é real?
    Enquanto tudo escurece, leio seus lábios:
    - Acho que você que decidirá isso, maninha.

    Veneno. Era óbvio o que aquela nuvem era. O líquido que a Caçadora injetou em mim para que nem em minha própria mente eu estivesse em paz. Lembro de gritar, e meu corpo tremer novamente. Sinto dor por tudo, mas não consigo abrir os olhos. Estou dormindo, mas presa na minha mente.
    Jack está na minha frente, mas vejo o sendo torturado pela Caçadora. Ela passa o chicote pelo seu rosto diversas vezes, na cicatriz feita por Amber, tanto tempo atrás. Seus olhos me localizam, tentando formar alguma palavra. Freddie também está ali, soluçando, chamando por mim. Todos que conheço e amo estão sendo torturados por milhares daquela garota. Ouço seus gritos, seus berros, suas súplicas, mas não consigo me mexer. Estou presa por alguma corrente invisível, largada em um canto, meus gritos não sendo ouvidos por ninguém...
    “Eles te esqueceram, ruiva. Te deixaram para trás. Você não faz nenhum falta, não para eles. Você não importa”. As palavras da Caçadora preenchem minha mente. Não. Eles não me esqueceram... Riley...
    Olho para a pessoa mais próxima, que acabou de receber um olho de hórus da Caçadora. É Jodelle.
    - Você fez isso, Bethany. Você nos traiu.
    - Por quê?- Sussurra outra voz, em uma risada insana. Não agüentou algumas chicotadas? É Sophie. Ela torna a gritar quando recebe uma facada no peito, e vejo seu corpo cair, inerte no chão.
    “Não existirão mais sentimentos. Não existirá vida, morte, alegria, tristeza.” Laís aparece morta. James também. Não... não...!
    Vejo Bianca caindo no chão, e me olhando com um último olhar de súplica.
    - Me ajude...- Ela sussurra. Tento me soltar, mas um raio de dor atravessa meu corpo. Grito, mas não há som. Estou presa no meio da escuridão, e o único ponto de luz são os rostos dos meus amigos em plena tortura. Parece que estou sozinha em um próprio mundo, sem voz, sem ação, sem amor, sem sentimentos...
    “Haverá apenas um vazio.”
    Não, Riley está comigo! Penso, buscando algo a que me agarrar.
    “Talvez, você dê sorte e consiga algo para amar. Mas, em geral, poucos conseguem”.
    - Riley está morta, Bethany. Eu a matei, aceite isso! -Grita Elizabeth, rindo de um canto. Vejo que ela está solta. Os Caçadores a pouparam?
    Começo a chorar. Não sei se estou sonhando ou se isso é verdade. Se for, espero que acabe logo.
    “Logo, logo, você sentira a insanidade varrendo sua mente. Verá o mundo se tornando um grande nada.”
    O grito de Jack desperta a minha mente. Vejo que ele também está me olhando, pedindo por ajuda. A Caçadora rasga seu peito, e sangue começa a escorrer. O líquido vem até a mim, e por ele vejo passar minhas memórias boas. Tudo que posso me segurar, tudo que tenho de esperança, esvaindo de mim, como o sangue que sai do corpo dele.
    “Verá que nada fará sentido.”
    Não, Jack!
    Tento pedir ajuda para meu pai. É claro, ele não pode. Ele não se importa.
    “E tudo o que importará, será que alguém te abandonou, aqui, quando você mais precisava”.
    Todos os rostos se voltam para mim, mas eles seus olhos estão pretos. Suas caras, destruídas e deformadas. Sangue escorre por todo seu corpo. Eles se soltam da Caçadora e começam a vir até mim, em desespero.
    Você fez isso, Bethany.
    Com um grito, eu acordo. Estou caída na prisão, ainda acorrentada. O escuro e o local é tão idêntico ao do sonho que me faz enloquecer.
    Ainda escuto as vozes deles, mas a frase final da Caçadora se supera:
    “E então, você será igualzinha a mim”.

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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Ter Jun 05, 2012 8:47 pm

Alma Ísis Bellefleur
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Assim que volto ao recinto, encaro a filha de Cronida, enquanto ela grita desesperadamente e se debate, como se pudesse fugir. Mas não há saída, filha de Zeus. Nunca houve. Nem para mim, nem para você. Penso em como há coisas em comum entre eu e a garota que estou torturando. Mas, ao mesmo tempo, não há nada. O que ela está sofrendo não chega nem perto do que eu sofri. Do que eu senti, tendo minha infância destruída. Ergo a manga comprida de minha jaqueta, encarando o olho de hórus. "Assim, eu estarei sempre te observando", dissera ela, minutos antes de morrer. Algo dentro de mim começa a despertar. Lembranças. "Ora, ora, o que você está xeretando aqui? Vá para o seu quarto, antes que a faca de cortar carne seja fraca demais como castigo." Lágrimas ameaçaram sair quando me lembro de cada mísero corte que foi feito em mim.

XXX
— E isso monstrinho, é por ter tentado comer enquanto estava de castigo. — Disse ela, dando-me mais um golpe com aquela barra de ferro. Eu tinha oito anos. Fazia três dias que estava de castigo, trancada no quarto, sem ter o que comer. Até a água era escassa: apenas uma garrafa por dia. Eu conseguira fugir sorrateiramente para tentar comer, e conseguira colocar algo no estômago. Mas, ainda assim, minhas costelas estavam à vista e, de longe, era possível ver a dor em meus olhos. Mesmo assim, ela não se importava. Ela não se importava com nada. Pude ver meu reflexo em uma jarra, ao longe, e meus olhos estavam inchados e roxos. Feridas estavam abertas por todo o meu corpo. A dor me fazia tremer compulsivamente. Mas tentava parar, pois isso poderia me fazer apanhar ainda mais. E, realmente, fez. Ela pegou uma xícara de porcelana, jogando-a em mim. — Pare de ser fraca! Se continuar tremendo, isso vai ser bem pior. — Segurei em meus próprios braços, em uma tentativa desesperada de parar de tremer. Vários pedaços de porcelana se fincaram fundo em minha pele. O sangue escorria, e eu tentava conter as lágrimas. Novamente, a barra de ferro atingiu meu rosto, fazendo os cacos de porcelana irem mais fundo em minha pele. Seus olhos se fixaram na figura encolhida e esquelética que agora eu era com desprezo. — Você me dá nojo. — Disse ela, me chutando e depois se virando e indo embora.

XXX
Um gemido da garota me leva de volta à prisão. Sorrio para ela, que, agora, está acordando. Um sorriso de escárnio e loucura. Cubro novamente o olho de hórus antes de me aproximar dela.
— Então você está de volta.


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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Anne Laffite em Ter Jun 05, 2012 9:23 pm



Anne Laffite § Caçadora

Eu odiava descer até aquelas celas. Por alguma razão, eu possuía algum desconforto mais pessoal em relação a elas. Não apenas pelo seu cheiro horrível, a sensação de claustrofobia ou os semideuses sendo torturados, eu... não sei. Eu sempre tive esse lado que nunca mostrava as pessoas, principalmente os mais velhos. Eles já tinham lá seus motivos para me odiar. Mas, de qualquer forma, eu tive por precisar passar uma mensagem para uma caçadora, de nome Alma. Eu lembro da garota; fomos aprendizes juntas. Dividíamos até o mesmo quarto, mas ela sempre era solitária, ficava em seu canto. Quieta, às vezes lhe encarava como se pensasse como a nossa vida era melhor que a dela, ou até mesmo maneiras de nos matar. Bem, a maioria de nós tinha problemas, isso é fato, mas ela era ainda um caso a parte. Esse era mais um dos motivos que eu sempre me sentira meio deslocada. Eu nascera aqui, vivera, nunca passara por muitos problemas, a não ser o fato dos mais velhos sempre terem algum ódio por mim. Eles tinham suas maneiras de descontar, mas eu aprendera a me acostumar com isso. Até o dia que eu fui atacada, nada mais foi o mesmo depois disso. Enfim, pelo o que eu fora informada, ela estava no térreo. Por que nem sei se eu aguentaria descer até o subsolo. Resmungo para mim mesma. Assim que chego a cela que ela está, não ouço gritos. A semideusa provavelmente está desmaiada, mas na noite anterior dormi ouvindo os berros da filha de Zeus. Zeus... desde que ouvira isso senti um ligeiro desconforto, sei entender muito o motivo. Eu ficara sabendo que ela chegara três dias atrás, e desde que acordara está sendo torturada. Nunca aprovei muito isso, mas também não falo nada, pelo meu próprio bem. A porta estava fechada, mas não quis entrar. Não queria ver o estado físico e até mental que a garota deveria estar. Apenas bati três vezes e esperei do lado de fora. Assim que ela apareceu, digo rapidamente, para poder sair logo: Vim passar um recado. Chegou uma nova garota hoje que ficou designada como sua aprendiz. Ela está na ala hospitalar, mas você deverá ir vê-la. Bem... você sabe. Ficará responsável por ela e, qualquer erro que ela tiver, vocês duas pagarão de acordo com a gravidade. O processo usual. Digo, repetindo as palavras do homem que a trouxe.

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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Bethany Bloom em Ter Jun 05, 2012 9:38 pm



Off with your head, dance 'til you're dead; Heads will roll, heads will roll, on the floor.


    Ouço uma voz. Vem de fora, além das portas que me separam dessa cela para o mundo real. A cela que estou confinada há dias, talvez semanas. Perdi a noção do tempo. A voz se dirige a Caçadora, que abandona o local brevemente. O único ponto de vista bom que tenho é que a tortura se adiará, mas apenas um pouco. Não consigo ouvir o que as duas dizem, nem ao menos o que a pessoa disse para chamar a Caçadora. Não sei se isso é um efeito do veneno ou mesmo da loucura, mas também não faço esforço para ouvir. Apenas espero. E acho que esperar será o que farei pelo resto da minha vida. Esperar por respostas, por esperança, por conseguir me salvar. Esperar e suportar a dor.

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Última edição por Bethany Bloom em Ter Jun 05, 2012 10:59 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Celas do Térreo

Mensagem  Alma Ísis Bellefleur em Ter Jun 05, 2012 10:39 pm

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Observo minha antiga colega de quarto, impaciente, enquanto ela fala sobre uma aprendiz que vou ter de treinar. Reviro os olhos.
— Que ótimo. agora sou uma babá. Quantos anos tem e qual o nome? — Pergunto, batendo o pé no chão ritmadamente. — Chegou hoje, é? Bem, agora eu tenho que cuidar da filha de Zeus. Faça-me um favor. Enquanto dou um jeito na semideusa, vá falar com ela, distraia-a um pouco. Sei que tem jeito para isso. Vá lá, porque já vi que você não quer ficar aqui.


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