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Casa de Jack e James Brown

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Casa de Jack e James Brown

Mensagem  Administração em Qui Out 27, 2011 7:02 pm



A casa possui dois andares, porém não é considerável grande. Possui um corredor apertado com uma escada logo de frente para a porta. Ao fundo a cozinha e ao lado esquerdo do corredor, uma porta para a sala. Subindo as escadas, podem-se encontrar três quartos não muito grandes e um banheiro simples, com apenas um chuveiro de ferro, e sem luxos.
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Re: Casa de Jack e James Brown

Mensagem  James Brown em Qui Out 27, 2011 7:38 pm


James Brown :: Nível 2


Era estranho estar ali novamente. Eu estava ansioso, nervoso para abrir a porta, não sei porque. Como se eu aguardasse encontrar algo completamente diferente ali. Levei a mão à maçaneta e esperei, respirando fundo. Retirei ela dali, fiquei um tempo olhando-a e então, minha mão foi para o outro lado, para a campainha. Fechei os olhos antes de apertá-la e daquele som preencher o ar silencioso e vazio. Nada. Bati na porta. Ouvi um som de copos e pratos se quebrando no fundo e passos sobre papel e pano. A porta se abriu. Lá estava ela, com os cabelos bagunçados presos de qualquer jeito em um coque simples, rosto abatido, cabelos que eram negros pintados de louros. O rosto era jovem, já que tinha apenas trinta e três anos (aparentando vinte e oito), tendo engravidado de Jack com quinze. O corpo era mais do que magro, e usava uma enorme camiseta, que chegava até o meio de sua coxa, com um pequeno short rosa por baixo. Anthea Brown deu um pequeno sorriso, mas parecia meio malandra. Colocou as mãos para trás do corpo, mas pude ver que tinha um cigarro entre os dedos.
— James.
— Oi, mãe. — fiquei em silêncio um tempo, ainda sem ter o que dizer vendo-a. — Como... Como você está?

Ela deu de ombros.
— Estou bem. E elas são...? Do acampamento?
Assenti. Olhei para as duas atrás de mim por um rápido momento.
— São. Suzannah Simon e Bethany Bloom, namorada do Jack.
Minha mãe olhou de uma para a outra ainda com aquele estranho sorriso. Ela abriu mais a porta, balançou um pouquinho e foi se virando.
— Entrem. O último fecha a porta.
Devagar, fui entrando novamente naquela casa. Tudo estava uma bagunça. Revirado para todos os cantos. Papéis, cartas, roupas, caixas de cigarro, tudo espalhado pelo chão. Acima de uma cômoda, pude ver alguns retratos perto do telefone, entre cada um, um copo e um papel, e no canto uma garrafa de vodca. Parei olhando para um dos retratos, com a foto em preto e branco, onde minha mãe estava ainda mais jovem com uma barriga grande de grávida e sorrindo para a câmera. Um dos sorrisos mais lindos que com certeza existem no mundo.
— Eu e você — disse ela, só então me fazendo ver que estava atrás de mim. Colocou o dedo indicador na foto. — Eu e você.
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Re: Casa de Jack e James Brown

Mensagem  Bethany Bloom em Sex Out 28, 2011 2:28 pm





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Lay down all thoughts, surrender to the void, it is shining, it is shining"


Eu pude perceber como James estava nervoso, ansioso, talvez até um tanto inseguro, pela maneira que bateu a porta de sua própria casa. Ele bem poderia temer que sua mão não estivesse ali. De qualquer forma, ela apareceu não muito depois, dando um leve sorriso ao ver o filho. Suas feições pareciam cansadas e abatidas, e ela parecia não ter comido muito vem nos últimos dias, devido a magreza. Apesar de esconder, pude ver um cigarro entre os dedos. Entendi ainda mais a preocupação que James e Jack tinham por ela, mas mantive um sorriso amigável. Assenti quando o garoto nos apresentou, e pude notar que ela deu uma rápida olhada para mim, ao saber que eu era namorada de seu filho, mas nada mais, quando nos convidou para entrar. — Com licença. — Pedi, ao entrar pela porta, educadamente. Pude ver que a casa estava realmente bagunçada, mas não me importei, deixando com que a mãe se preocupasse em falar com o filho, o motivo por qual estávamos ali. Vi que James sorria de leve para uma foto que sua mãe identificara como sendo dos dois, e dei um sorriso ao ver a cena. Apesar de tudo por qual ela passava, eu vi como ela amava o filho. Lembrei de relance da minha mãe. Não lembrava mais de muita coisa, já que ela havia morrido da mesma doença que Riley quando eu tinha sete anos. As lembranças são um fato curioso. Quando são de apenas alguns dias atrás, você se lembra perfeitamente, independente de ser algo bom ou ruim. Passam alguns meses, anos, os detalhes vão se perdendo, coisas como a aparência de aonde você estava, como se vestia, às vezes até alguma pessoa. Mais alguns anos, apenas o fato mais marcante permanece. E ele vai desaparecendo, até que você apenas sabe que ele existiu, devido um vazio em suas lembranças, já que ali era ocupado por alguém, mas que há muito tempo já se perdeu. E assim, aquela lembrança se torna escurecida; você apenas se lembra se fechar os olhos e tentar vizualizar, mas ainda assim, precoce. Era dessa maneira que eu me sentia da minha mãe. Mal me lembrava mais de aspectos como a cor de seus olhos, ou de seu cabelo até. Só me lembrava de um sorriso marcante, que sempre me encorajava a cuidar de Riley, ou resolver meus problemas sozinha, quando ela não podia devido a doença. Eram raras às vezes que saíamos para fazer alguma coisa. Ora, antes dos meus três anos não me lembro de muita coisa, mas logo depois disso foi quando a situação dela realmente piorou. Eu ficava com meu avô, mas adorava às vezes que mãe recebia uma alta provisória. Não me lembro o que fazíamos direito, apenas tenho aquela sensação de que algo aconteceu. Agora, com Riley, pode ser que ocorra a mesma coisa. Quero dizer, o fato das lembranças que tenho com ela. Espero que não. Espero que eu lembre o máximo de Riley, sempre. Não tenho fotos de minha mãe. Conto apenas com a minha memória. Já de Riley, sim, isso pode ser uma vantagem. Com Ian vale a mesma coisa. Enfim... fiquei surpresa até como uma cena entre mãe e filho pudesse tanto mexer comigo. Me encostei em um balcão ao lado dos dois, aonde Suzannah já estava, e fitei melhor a imagem. Dei um sorriso. — É uma bela foto. — Comentei, enquanto James ainda a observava.

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Re: Casa de Jack e James Brown

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